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domingo, 20 de outubro de 2013

Costeletas de porco agridoces

O incrível é que os dias são sempre recheados com duas facetas: uma salgada/amarga e outra doce. Pois é, não é só o porco que pode ser agridoce, a vida também rouba esse título. Hoje eu comemoro 50 dias de blog – felicidade sem tamanho – e, ao mesmo tempo, me despeço temporariamente do projeto pessoal que mais me trouxe felicidades e crescimento.
Em comemoração e marco de despedida, trago a receita do Larousse de Costeletas de porco agridoces. Adoro costeletas fritas, mas esta receita tem um quê de especial, tanto no sabor quanto no preparo.
Comecei indo ao mercado, com o pensamento de comprar a costela em tamanho grande, pois queria servir a peça inteira. Já até imaginei a aparência e isso me empolgou muito a cozinhar nesse fim de domingo pós noite-mal-dormida-com-manhã-de-prova-exaustiva. No açougue encontrei exposta apenas tiras cortadas bem finas da costela do porco, já no tamanho para preparo em panela. Fiquei olhando pra elas desencantada e dizendo pra mim mesma, apesar de ser em voz alta, que aquilo não era o que eu tinha imaginado. Minha mãe, em contrapartida, não parava de afirmar que só tinha assim, que eu tinha que levar daquele jeito ou desistir do prato. Ela indicou que eu levasse pernil, mudasse a receita. Fiz birra de uma forma como nunca tinha feito antes, nem quando criança. Eu queria minha costela.
Eis que montado em um cavalo branco surge meu salvador... Ok. Não tinha cavalo branco nenhum. Até porque isso seria bem esquisito um cavalo dentro de um mercado, mas fui salva por um açougueiro muito simpático que se comoveu com meu tormento. Ele me perguntou exatamente o que eu queria, o comprimento do osso que eu desejava e até brincou: “Acordou hoje com desejo é moça?”. Expliquei que o corte era específico por se tratar de uma receita para meu blog de culinária. Ele sorriu, foi à câmara fria e voltou com uma peça enorme. Nunca me senti tão feliz. Pedi que deixasse exatamente daquele jeito, apenas separando uma parte para minha mãe fazer na panela outro dia. Agradeci tanto que ele sorriu novamente. Deve achar que sou louca, mas nunca me senti tão feliz em comprar um pedaço tão grande de carne. Dois quilos de pura gostosura suína!
Voltando para casa, degelei a carne e temperei com sal e pimenta moída. Cortei a peça em duas partes, pois ela inteira não cabia no meu Wok. Esta receita indica fritar a carne antes de levar ao forno. Coloquei um bocado de manteiga e óleo na panela, aqueci e coloquei uma parte de cada vez para fritar. Dourei de ambos os lados e reservei a peça em uma assadeira grande.
Descasquei e cortei três maçãs em fatias finas e reguei com o suco de um limão. Distribui sobre as costeletas, salpiquei um pouco de sal e pimenta. Coloquei sobre tudo o melado e o creme de leite. Enfim, bastou levar ao forno pré-aquecido a 200°C. As costeletas ficaram no forno por 1 hora. Servi bem quente, acompanhada de arroz branco.
Todos por aqui aprovaram o sabor das costeletas e espero que vocês a reproduzam e apreciem também. O Larousse indica também que elas sejam assadas já cortadas, então essa pode ser sua opção para que assem mais rápido.

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!









sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Pizza de Hot Dog

Odeio prometer algo e não cumprir. Estou mais frustrada do que qualquer um com a pausa que darei no blog e me magoa mais ainda quando alguém age como se eu tivesse escolhido isso por ser a atitude mais fácil. Esta foi uma das escolhas mais difíceis que já tomei em minha vida e, ao mesmo tempo, uma das mais sensatas. Não voltarei atrás na decisão, não porque não deseje poder continuar com o blog e sentir a felicidade de completar 500 dias de projeto, mas porque não tenho outra opção aceitável.
Como eu odeio ficar devendo uma promessa e, no caso desta aqui nada realmente importante me impede de fazê-lo, estou trazendo a receita mais delícia e gorda de todas que prometi pra vocês, meus leitores. Lembram que eu prometi fazer uma pizza de cachorro quente para a nossa alegria? Pois é, aqui está.
Fiz uma longa pesquisa pela internet, olhei imagens, receitas, dicas e nenhuma delas me satisfez.  Portanto resolvi unir o que cada uma trazia de mais brilhante para o blog, em uma receita exclusiva para meus amigos de panela. Anote os ingredientes:
- Meia receita de massa de pizza (veja a receita completa aqui) ou uma massa pronta
- 1/3 de lata de molho de tomate
- 3 batatas
- 1/2 xícara de leite
- 6 salsichas
- 2 colheres de sopa de manteiga
- 150g de queijo mussarela fatiado
- sal, pimenta e alho a gosto.
- catchup e batata palha para decorar
Em uma caçarola cozinhe as batatas já descascadas e cortadas em quatro partes. Quando estiverem cozidas, mas ainda firmes, desligue o forno, escorra a água e amasse-as com um garfo. Na caçarola coloque a manteiga e espere derreter. Tempere com o sal, o alho picado e a pimenta moída. Despeje ½ xícara de chá de leite e a batata amassada. Misture até levantar fervura e desligue o fogo.
Em outra panela ferva, em um pouco de água, as salsichas. Eu optei por salsichas de frango, mas escolham a que vocês preferem. Reservei 3 delas e as outras três eu cortei ao meio no sentido do comprimento. Dividi as duas partes em 4 pedaços e os usei para decorar a borda da pizza. Basta dar uma olhada na foto para compreender melhor.
Com as salsichas, a borda da pizza já estará delimitada. Agora resta então montar o recheio. Coloquei todo o molho de tomate no centro da pizza e espalhei sem atingir a borda. Coloquei por cima as fatias de queijo e o purê de batata em uma camada de cerca de 3 cm. Cortei então as três salsichas restantes ao meio e coloquei sobre o purê formando um leque. Assim cada pedaço de pizza ficará com meia salsicha.
Agora resta apenas a decoração. Use o catchup para fazer ondinhas sobre a salsicha da borda e faça desenhos no centro. Optei por deixar a batata palha para o pós-forno, já que ela queima muito fácil. Levei ao forno 180°C por 35 minutos, pois precisava assar a massa, mas se tiverem usado a massa pronta, basta deixar tempo o suficiente para que gratine.
O sabor é divino. Gostei ainda mais do que já gosto do hot dog tradicional. Sem contar que a aparência também abre o apetite. Chamei a maninha para jantar. Lá vou eu para mais uma rodada.

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!








quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Frango especial

Nesses últimos dias de blog resolvi deixar de lado as receitas pré-moldadas, me libertar e buscar inspiração nas minhas lembranças, nos meus desejos e nos ingredientes que tenho disponíveis. Para hoje eu trouxe o sabor do Boeuf Bourguignon (que utiliza carne bovina, cortada em cubos grandes e cozida em um molho a base de vinho Borgonha) para o preparo do filé de frango, tão comum no nosso dia a dia.
O primeiro passo é cortar cerca de 600g de filé de frango em pequenos cubos. Temperei com alho, sal, pimenta e manjericão e salsa desidratados. Em um Wok com azeite aquecido, misturei meia colher de sobremesa de coloral (corante natural). Despejei o frango temperado, fritei e deixei cozer por alguns minutos no líquido liberado pela carne.
Enquanto o frango estava fritando, cortei duas batatas médias em rodelas e depois, cada rodela, em quatro partes triangulares. Fiz o mesmo com uma cenoura e uma cebola. Acrescentei os legumes ao frango, já frito e sequinho e deixei que também dourassem.
Em outra panela aqueci 1 ½ copo de água e dissolvi um cubo de caldo de bacon. Misturei a ele uma colher de sopa de farinha de trigo e despejei sobre o frango e legumes. Acrescentei também 1 xícara de vinho branco. Deixe cozinhar por cerca de 50 minutos, acrescentando mais água se necessário.
Ao fim desse tempo eu retirei a carne e os legumes do Wok, dispus em uma travessa para servir e deixei o caldo ferver mais alguns minutos, até reduzir. Despejei sobre o frango na travessa e servi bem quente.
O sabor desse frango, assim como o do Boeuf Bourguignon, é magnífico. Servi no almoço dessa quinta feira de temperatura amena, o que foi muito agradável para aquecer o corpo. Salpiquei salsa picada e acompanhei com crûtons.

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!








quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Risoto de frango

Sou o tipo de pessoa extremamente curiosa. Aposto que vocês conhecem alguém bem assim com eu. Sendo assim, vivo fazendo perguntas para as pessoas, escolhi ser jornalista pra poder perguntar ainda mais e agora estou aqui tendo que sobreviver sem muitas perguntas, já que meu material de suporte é um livro. Mas tudo bem, as vezes ele consegue me esclarecer algumas dúvidas!
Depois que preparei o primeiro risoto - oficial - da minha vida aqui para o blog fiquei super empolgada para experimentar diversos acompanhamentos para o arroz arbóreo. E aí está. A tentativa dessa vez foi com peito de frango. Fui ao Larousse atrás de respostas sobre a melhor forma de fazer esta experiência e aqui está o resultado.
Anote os ingredientes que você precisará para reproduzir esta receita:
- 1 peito de frango desossado
- 1 ½ xícara de arroz arbóreo (para risoto)
- 1 cubo de caldo de galinha
- 2 dentes de alho
- 1 colher de sopa de extrato de tomate
- 2 colheres de salsa e cebolinha picadas
- sal e pimenta
O primeiro passo é cortar o peito de frango em pequenos cubinhos, de cerca de 1cm. Tempere o frango com uma pitada de sal, pimenta moída e os alhos picados. Coloque em uma caçarola com azeite aquecido e deixe cozinhar um pouco, até que a água da carne seque.
Coloque o arroz em uma peneira e lave em água corrente. Deixe escorrer e reserve. Acrescente o caldo de galinha ao frango e coloque cerca de 5 xícaras de água. Deixe ferver e acrescente o arroz.
O risoto demora entre 15 e 20 minutos para cozer. Fique atento, já que os grãos devem ficar al dente. No meio do cozimento acrescentei a colher de extrato de tomate e corrigi o tempero. Quando o risoto estiver pronto, misture a salsa e a cebolinha, desligue o fogo e sirva em seguida.
Optei por ralar um pouco de queijo gruyère e servir sobre o risoto. Sobre ele dispus também um pouco de manjericão seco. O aroma fica muito agradável.
É bastante comum ver em receitas pela internet o uso de creme de leite, mas o arroz apropriado dispensa esse ingrediente, já que o amido do grão arbóreo já faz o papel de engrossar e deixar o creme do risoto com uma textura e cor bem agradáveis.

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!






quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Musse de manga

Tem horas que é preciso fazer o mundo parar um pouquinho para cuidar das nossas casas: o teto sob qual vivemos e o corpo onde nosso espírito habita.
Quinta-feira é meu dia de folga do trabalho remunerado, mas prometi uma faxina aqui em casa. Estava tudo uma bagunça, bastante poeira, mas o pior mesmo era meu quarto.
Por ser professora, acabo trazendo para casa muitos deveres de alunos. Acumulei dezenas de cópias de aulas preparadas e provas utilizadas, livros que as editoras oferecem para os professores, apostilas, papeis avulsos etc. Tudo estava empilhado na minha escrivaninha. Somando a isso a bagunça que deixei acumular diariamente e pronto. A desordem estava feita!
Passei o dia organizando tudo, mais um tempo limpando o painel do carro que uso para trabalhar (como ele era o carro de trabalho do meu pai, havia poeira de cimento, tijolos e tudo o mais que pode sair de obras em todos os cantos). Ao fim me restava sentar o bumbum no sofá e apreciar uma boa comida assistindo TV. Infelizmente não é tudo tão simples assim.
Para hoje eu escolhi uma receita refrescante e fácil de preparar: musse de manga. Esta sobremesa tem apenas um ponto desagradável. O tempo que precisa ficar na geladeira!
Fui ao mercado na segunda. Já com o planejamento do que faria na semana, comprei duas mangas Palmer. Por sinal, uma variedade de manga que estava os olhos da cara, mas só tinha ela. Só tem tu, vai tu mesmo. Escolhi as mais maduras e guardei na geladeira para hoje.
Descasquei-as, cortei em cubinhos e coloquei tudo no processador, batendo até obter um purê. Na batedeira eu misturei creme de leite sem o soro com umas três colheres de sopa de açúcar. O Larousse pedia ponto de chantilly, mas como não comprei creme de leite fresco e minha batedeira é da idade da pedra, não consegui essa proeza.
Coloquei então um pacotinho de gelatina sem sabor em um copo com cinco colheres de sopa de água fria. Deixei hidratar por alguns minutinhos, coloquei no microondas por 15 segundos, misturei bem e tcharãaaa! Muito fácil de prepará-la neh?
Em uma tigela eu misturei o purê de manga com mais açúcar – senti que só três colheres de açúcar renderiam uma sobremesa bem sem graça -, a gelatina e o “chantilly” (um por vez). Tampei a tigela e, como não aguento esperar 4 horas para comer, coloquei a musse por uma hora no congelador. Após esse período, a transferi para a geladeira por mais uma hora.
Agora sim voltamos ao início: eu, sentada no sofá, assistindo TV e comendo uma taça de musse. Hummmm!

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!








quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Pão doce

Em geral, fazer massas é complicado. Seja de pasta, pizza, tortas, petiscos ou pães. Elas costumam ser temperamentais e exigem muito tempo de dedicação. Outro fator, ainda mais complexo, não depende do cozinheiro: o clima.
Estou me prometendo fazer pães há algumas semanas. Porém, com o clima instável dos últimos meses, aqui no interior de São Paulo, ficou difícil cumprir essa meta. Apesar de já estarmos na primavera, estação que promete um clima mais quente, o que temos vivenciado são os ventos gelados, típicos do inverno.
Hoje, para alegria geral, amanheceu mais quentinho, então resolvi arriscar e fazer a massa de Pão doce do Larousse. Para isso eu peneirei 500 g de farinha de trigo sobre a minha mesa de pedra. Misturei a ela um sache de fermento biológico seco. Fazendo uma cova no centro da mistura, acrescentei a manteiga, o açúcar e a pitada de sal. Misturei todos os ingredientes e acrescentei o leite morno.
O meu grande problema em cozinhar logo que eu acordo é que nesse período do dia costumo estar um tanto quanto distraída. Com isso me esqueci, completamente, de tirar fotos dessa etapa de preparo da massa.
Ao reunir todos os ingredientes, finalmente veremos a massa tomar forma. Aí basta formar uma bola, colocá-la em local de temperatura mais elevada, cobrir com um pano grosso e esperar algumas horas para que ela fermente e aumente o volume.
Como dou aulas a tarde, minha massa ficou descansando por aproximadamente 5 horas. No entanto, o Larousse indica 12 horas de fermentação. Acho isso impossível na situação de correria em que vivemos e, já que as noites por aqui tem sido frias, de nada iria ajudar deixá-la mais tempo descansando.
Cobri o fundo de duas formas com papel antiaderente e comecei a modelar os pães. Basta pegar uma porção de massa, esticar um pouco com os dedos e enrolar, dando a forma de pães de padaria. Quando estiverem todos dispostos na forma, use uma faca para fazer um corte na parte de cima do pão. Eles não devem ser muito profundos.  Na sequência eu passei um pouco de ovo batido sobre eles, para que ficassem bem douradinhos.
Com o forno pré-aquecido a 220°C, coloquei os pães para assar. Apesar de a indicação ser de 45 minutos para isso, a minha receita ficou pronta em 30 minutos.
Os pãezinhos saíram do forno bem coradinhos, crocantes por fora e bem macios por dentro.  Dobraram de volume em relação à massa. Não achei que fossem ficar tão gostosos, já que a receita é bem simples, mas me surpreenderam.  Vale a pena fazer. Pena que é preciso começar o preparo com tanta antecedência ou então meus cafés da tarde teriam muito mais sabor.
Prato feito. Prato servido. Bon appétit!









segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Croque-mounsieur ou Croque-madame

Às vezes a comida mais simples pode ganhar um toque de chefe que a torne única, saborosíssima e incrivelmente especial. Um simples misto quente pode ainda, com um nome francês passar-se por uma obra de arte.
Hoje, pensando em mil coisas durante o trabalho, preparando meus alunos para a prova do Saresp, me descabelando em decisões pessoais, ficando chateada pelo meu rosto empipocado por uma reação alérgica... Estava simplesmente louca para chegar a minha casa, acender o fogo sob a panela e apreciar uma receita bem apetitosa.
Decidi preparar para a receita número 37 do blog um lanche muito especial do Larousse. O croque-mounsieur consiste em um misto quente preparado com presunto e queijo gruyère. No livro existe a opção de acrescentar ovo cozido no prato ao lanche, o que modifica o nome do prato: croque-madame. Esta é uma receita tradicional na França.
Para fazer dois sanduíches é preciso passar um pouco de manteiga em quatro fatias de pão de forma. Eu escolhi fazer meus mistos com pão integral. Coloque uma fatia de presunto sobre o pão e uma fatia de queijo gruyère. Em uma frigideira aquecida com manteiga, bastante manteiga, coloque o pão já com o recheio. Com o fogo brando, deixe-o dourar de um lado. Use duas espátulas para virá-lo e acrescente mais manteiga, para dourar do outro lado. Mantenha os mistos aquecidos.
Em dois refratários individuais coloque um pouco de manteiga, aqueça no microondas e quebre um ovo em cada cumbuca. Leve ao forno pré-aquecido a 180° C por alguns minutos. O livro indica usar a gema mole, mas eu não gosto, por questões de higiene. Então deixei meus ovos no forno até que estivessem bem cozidos.
Com o auxílio de uma faca, vá soltando os ovos das bordas do refratário. Ele deve ser retirado inteiro. Coloque então sobre os mistos. Eu optei por acompanhar meu croque-madame com salada de alface tomates. Minha irmã não é fã de salada, então comeu puro mesmo.  Acompanhamos também com molho mostarda e catchup.
Tanta manteiga conferiu ao misto crocância e sabor únicos, mas o coração, como diz Julie Child, quase parou. É simplesmente delicioso.
Prato feito. Prato servido. Bon appétit!









domingo, 6 de outubro de 2013

Nhoque de batata

Domingão tem cara de massa. Não tem como negar isso. Simplesmente o olfato nos guia ao toque do manjericão, o tato anseia pelo toque macio da pasta, a língua pede pelo doce e azedo do molho caseiro de tomate madurinho.
Eu simplesmente não consegui recusar ao chamado hoje, então fui logo cedo para a cozinha e preparei uma massa fresquinha de nhoque. O Larousse traz uma receita maravilhosa de nhoque à base de batata. Cozinhei cerca de 600 g desse tubérculo magnífico no vapor, já descascado e picado em cubinhos. Escolhi fazer dessa forma para evitar queimar a mão inteira descascando batatas quentes, como ocorreu no dia em que preparei o Aligot.
Com as batatas já cozidas, levei-as ao processador de alimentos, até transformá-la em um purê. Despejei tudo em uma tigela e temperei com sal, pimenta e noz moscada. Acrescentei então a manteiga. Nesse processo a batata foi esfriando, então pude misturar o ovo, já batido, sem problemas de cozê-lo com o calor do legume.  Faltava apenas misturar a farinha de trigo e pronto. Ali estava, bem diante dos meus olhos, uma massa levinha de nhoque.
Limpei bem minha mesa de pedra, enfarinhei e despejei parte da massa sobre ela. Joguei farinha também sobre a massa e formei um rolo de cerca de 2 cm de diâmetro. Cortei essa tira de massa em pedaços de 1 cm de espessura. Um a um fui colocando os pedaços de massa na palma da mão e, com o auxílio de um garfo, moldei-os, para ficarem mais arredondados e ao mesmo tempo desenhados. A massa fica bem delicada, então tome cuidado!
Em uma panela média eu fervi água, já com sal e óleo, para cozer o nhoque. Fui mergulhando pequenas porções da massa e esperei alguns minutos até que elas boiassem, que é um sinal de que estão cozidas, para retirá-las da água. Reservei o nhoque cozido em um refratário e parti para o preparo do mesmo molho que usei para acompanhar o Aligot (para ver clique aqui).
Antes de servir a massa, levei-a ao forno a 150º C, para aquecer. Coloquei cobre ela uma colher de sopa de manteiga, assim ela permaneceu soltinha. Servi separada do molho. Os pratos foram montados individualmente, de acordo com o gosto de cada convidado. Um raminho de manjericão deu o toque final à decoração e concedeu aroma único à receita.
Em geral, assim como eu, o pessoal aqui em casa achou bem agradável a textura dessa massa de nhoque. A receita do Larousse é bem leve. Nada de massa elástica e puxenta.

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!