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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Frango especial

Nesses últimos dias de blog resolvi deixar de lado as receitas pré-moldadas, me libertar e buscar inspiração nas minhas lembranças, nos meus desejos e nos ingredientes que tenho disponíveis. Para hoje eu trouxe o sabor do Boeuf Bourguignon (que utiliza carne bovina, cortada em cubos grandes e cozida em um molho a base de vinho Borgonha) para o preparo do filé de frango, tão comum no nosso dia a dia.
O primeiro passo é cortar cerca de 600g de filé de frango em pequenos cubos. Temperei com alho, sal, pimenta e manjericão e salsa desidratados. Em um Wok com azeite aquecido, misturei meia colher de sobremesa de coloral (corante natural). Despejei o frango temperado, fritei e deixei cozer por alguns minutos no líquido liberado pela carne.
Enquanto o frango estava fritando, cortei duas batatas médias em rodelas e depois, cada rodela, em quatro partes triangulares. Fiz o mesmo com uma cenoura e uma cebola. Acrescentei os legumes ao frango, já frito e sequinho e deixei que também dourassem.
Em outra panela aqueci 1 ½ copo de água e dissolvi um cubo de caldo de bacon. Misturei a ele uma colher de sopa de farinha de trigo e despejei sobre o frango e legumes. Acrescentei também 1 xícara de vinho branco. Deixe cozinhar por cerca de 50 minutos, acrescentando mais água se necessário.
Ao fim desse tempo eu retirei a carne e os legumes do Wok, dispus em uma travessa para servir e deixei o caldo ferver mais alguns minutos, até reduzir. Despejei sobre o frango na travessa e servi bem quente.
O sabor desse frango, assim como o do Boeuf Bourguignon, é magnífico. Servi no almoço dessa quinta feira de temperatura amena, o que foi muito agradável para aquecer o corpo. Salpiquei salsa picada e acompanhei com crûtons.

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!








segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Pudim de leite em pó


Às vezes acho que não estou muito no clima “Mundo é bão Sebastião” e sim “Não sei se o mundo é bão, mas ele está melhor porque você chegou”. A segunda música é bem mais uma representação da minha situação atual e pensar nela me faz ficar ainda mais ansiosa para o show que se aproxima (19/10) e que promete ser o melhor da minha vida! Nando Reis irá se apresentar na região onde eu moro e não pensei duas vezes. Há quase dois meses comprei os ingressos para o evento e estou contando os dias.
Quem me conhece sabe que esse ano resolvi unir duas das minhas paixões: tatuagens e Nando Reis. Amo a música All Star e, em homenagem a ela, e a ele, fiz uma tattoo na panturrilha direita, com dois tênis e parte da música. Ela chama um bocado de atenção sempre que uso alguma roupa que a deixa a mostra e eu fico meio constrangida com isso, mas amo demais seus detalhes e adoro quando alguém lembra de cara da canção só de olhar pra ela. Meus planos para o show: cantar e pular ao som da voz do Nando e conseguir que ele autografe minha tattoo!
Mas deixando esse passo a passo que estou bolando na minha cabeça, vamos à receita de hoje para o blog: Pudim de leite em pó. Ela tem uma história bem legal e faz parte da minha vida.
Quando eu tinha uns 18 anos, trabalhei na área de saúde da Prefeitura da minha cidade e comigo trabalhava uma amiga de ensino médio. Todos os meses, recebíamos uma cesta básica que vinha com uma lata de leite em pó. Um dia eu comentei com a Fabiana que eu não sabia mais o que fazer com o leite em pó da cesta, além de comer de colher. Ela então me deu um papelzinho com uma receitinha escrita a lápis, na sua letra fofa. A partir daquele dia eu aprendi esta receita facinha e deliciosa de pudim que compartilho com vocês.
Em uma tigela eu bati vigorosamente 3 ovos inteiros. Acrescentei o açúcar, o leite em pó, o leite (que uso como substituto da água já que, segundo a Fabi, dessa forma o pudim fica ainda mais cremoso) e a farinha de trigo. Mexi bem com o auxílio de um fouet e reservei.
Em uma forma redonda com cone no meio (o correto é usar uma própria para pudim, mas como eu não tenho mais, usei uma de fazer bolo mesmo), coloquei 2 xícaras de açúcar e levei ao fogo brando até que derretesse e formasse uma calda.Girei a forma para que a calda espalhasse nas bordas. Deixei esfriar um pouco e coloquei a massa do pudim.
Levei ao forno pré-aquecido a 180° C por mais ou menos 45 minutos. Mas não confiem nesse tempo. Fiquem de olho em seus pudins. Eles devem ficar firmes e dourados, assim você saberá que estão prontos.
Desenformei ainda quente em um refratário de vidro. Boa parte da calda ainda permaneceu no fundo da forma, então a aqueci novamente, para que derretesse o açúcar e despejei sobre o pudim. Ele ainda vai demorar um pouco a ficar geladinho, que é o ponto ideal para servir, portanto não o experimentei ainda. Mas podem confiar: conheço bem esta receita e sei que fica uma delícia e super cremosa.
Prato feito. Prato ainda em espera na geladeira para ser servido. Bon appétit adiado!












terça-feira, 8 de outubro de 2013

Quindão

Algumas vezes a gente passa a vida inteira com vontade de comer alguma coisa e um dia descobre como seria fácil matar essa vontade.
Minha mãe odeia ovos, por esse motivo nunca fez quindim para a gente. Quando criança eu nem sequer sabia o que era isso. Quando eu já estava bem crescidinha, durante uma viagem à praia, vi um quindim na mesa de café da manhã e perguntei ao meu pai o que era. Com simplicidade ele me explicou que era quindim: um doce feito com gemas, açúcar e coco. Fiquei curiosa. Afinal, tanto tempo de vida, mais de 20, e eu nunca havia visto e, consequentemente, nunca havia sentido o sabor de um Quindim.
Naquele dia em questão eu peguei um daqueles doces amarelinhos e brilhantes, embrulhado em papel, coloquei na minha bandeja, junto com os tradicionais pães e leite para o café da manhã, e fui para a mesa. Comi meu primeiro quindim e o sabor que ficou na memória foi o de felicidade. Algo comparável a sensação acalentadora de tomar sol, daqueles bem brilhantes, em uma manhã de verão, à beira mar.
Após esse dia maravilhoso na cidade de São Sebastião, litoral paulista, nunca mais comi um quindim. Minha irmã mais nova também experimentou o doce na ocasião e, como eu, ela lembrou com prazer da experiência hoje, quando contei que estava preparando um Quindão.
A receita do Larousse traz orientações para o preparo do quindim e, ao final, explica como a receita pode ser adaptada a versão maior do prato. O quindim deve ser feito em pequenas formas de empada, untadas com manteiga e polvilhadas com açúcar. Já o Quindão é preparado em uma forma de 25 cm de diâmetro, também untada e polvilhada de açúcar.
Escolhi preparar o Quindão por um motivo bem simples: preguiça. Untar uma forma grande é bem mais fácil que 24 formas pequenas. E a melhor parte? Não precisarei lavar dezenas de forminhas minúsculas lebrecadas de manteiga ao final. To cansadinha hoje gente. Adoro cozinhar, mas não sou fã de lavar louça.
Para o preparo dessa receita precisei separar 11 ovos. Lavei todos e separei as gemas de nove deles. Bati com um batedor fouet por um minuto. Acrescentei os outros dois ovos inteiros e bati bem por mais 1 minuto. Os ovos vão ficar com uma textura bem cremosa e as gemas passam do tom laranja vivo para um mais opaco. Nesse ponto é que a receita começa a ganhar vida.
Meça 350 g de açúcar refinado e vá acrescentando aos poucos aos ovos batidos. Mexa bem. A massa vai ficar pesada, mas pensei em como é bom fazer exercício muscular e continuei batendo. Quem sabe, um dia, ganho músculos definidos só de bater massa?
Após juntar todo o açúcar, acrescente ½ colher de manteiga, bata bem e acrescente muito, mas muuuuuuuito coco ralado. Aí resta apenas preaquecer o forno a 220°C, colocar a massa na forma já untada e polvilhada com açúcar e levar ao forno em banho maria. Durante os primeiros 10 minutos de cozimento, mantenha o forno bem quente, mas depois reduza a 180°C por mais 40 minutos.
Lembram-se de quando eu comentava o quanto era bom sentir o aroma das receitas exalando pela cozinha? Pois é, o Quindão me deixou louca com o cheiro magnífico que tive que ficar sentindo por quase uma hora antes de poder comer.
Retirei do forno, desenformei em uma bandeja para servir e aí veio a surpresa. Apesar de estar aparentemente bem cozido olhando por cima, a parte inferior estava ainda bem mole, não ficou amarelinho e eu fiquei decepcionada. Voltei com a receita para o forno por alguns minutos, pra ver se conseguia deixá-lo mais firme. Deu certo essa parte, mas, como poderão ver pela foto, ele não ficou bonito de ver. Ainda bem que a gente sonha é de olhos fechados né? E que sonho!
Tive que experimentar quente, algo que, acho, não seja aconselhado para o estômago. Mas estava divino. Ansiosa para comer mais amanhã, com ele já geladinho.

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!
 









quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Torta de legumes

Criar na cozinha é, sem dúvida, a melhor parte deste projeto! Sei que o plano geral é aprender com as receitas do Larousse, mas eu não resisti. Aproveitei que tinha um pouco de massa podre pronta (sobra da Torta de fromage blanc) e parti para a libertação da mente.
Sei que alguns vão achar essa revelação cruel, mas toda vez que assisto a Fuga as Galinhas, uma animação fantástica feita com massinha de modelar, fico com vontade de comer torta. Claro que fico feliz de ver as galinhas fugindo, mas fico tentada em comer a receita que sai da máquina sem galinha mesmo, apenas com legume e molho.
Portanto, para hoje, uma receita de torta de legumes com caldo de galinha!
Para o preparo deste prato você precisará de cerca de 250g de massa podre. Reserve cerca de 50g e abra o restante para cobrir o fundo e as laterais de uma forma de fundo removível pequena.
Escolhi rechear minha torta apenas com tubérculos, isto é, raízes. Eles são ricos em carboidrato, então tome cuidado se estiver de dieta. Cortei em rodelas duas cenouras, uma batata doce pequena e quatro batatas pequenas. Usei também uma cebola cortada em rodelas. As lâminas precisam ser cortadas bem finas. Deixe todos os legumes dentro de uma bacia com água, para que não escureçam.
Em uma panela derreta meia colher de manteiga e misture uma colher rasa de farinha de trigo. Deixe cozinhar um pouco. Dissolva um cubo de caldo de galinha em 250 ml de água quente e tempere com pimenta e salsa e manjericão desidratados. Vá misturando o caldo com a farinha, com o auxílio de um batedor fouet até que comece a ferver. Deixe cozinhar um pouco e desligue o fogo.
Agora é a hora de montar a torta. Fui colocando as fatias de legumes em camadas: batata doce, batata, cenoura, cebola. Para dar um sabor especial, resolvi acrescentar também uma camada de cubinhos de queijo minas meia cura. Ao chegar ao topo da forma, acrescentei o caldo de galinha encorpado, mais cubinhos de queijo e fatias de queijo prato para fechar a torta.
Lembram que reservei um pouco de massa podre? Pois é, use-a para decorar a torta. Estique com o uso de um rolo e corte em tiras. Cruze-as sobre a torta. Passe um pouco de ovo batido e leve ao forno pré-aquecido a 200º C. Eu deixei minha torta no forno por 1 hora, mas os legumes ainda ficaram meio crespos. Aconselho que deixem por cerca de 1h30.
O sabor ficou muito agradável. O queijo colocado por cima forma uma casquinha crocante deliciosa e o caldo dá um toque especial aos legumes. Estou feliz de ter dado certo!
Como cortei uma porção de legumes maior do que cabia na torta, resolvi fritá-los e usar como acompanhante. Empanei os anéis de cebola, minha forma preferida. Vale a pena tentar. Basta bater um ovo e temperar com sal e passar a cebola. Passe-as então por trigo com pimenta. Frite em óleo bem quente até dourar.
Prato feito. Prato servido. Bon appétit!













segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Crepe de presunto

Há momentos na vida em que a dor supera tanta coisa, até mesmo o sono... Noite em claro com uma enxaqueca terrível, ter que me dopar com analgésico para conseguir cochilar e sair na correria para o trabalho. Mas sabe o que é pior que tudo isso? Sentir a dor na nuca voltando com tudo e junto com isso a dor da saudade no peito.
Ainda bem que, apesar dos pesares, hoje eu tenho algo muito legal para comemorar: 30 dias de blog! Estou muito feliz em alcançar a marca de um mês, ainda que ela represente apenas 6% de projeto cumprido. Continuem comigo e vamos em frente!
Para comemorar essa data tão feliz, continuei no ritmo calórico de ontem. Desta vez pude saborear, junto com minha irmã caçula, crepes de presunto. A receita rendeu uns 12 crepes, mas neste momento restam apenas uns cinco na forma. Sim, fui uma tremenda gulosa e comi um atrás do outro. A Isa devorou somente dois. Estou com dó do meu corpo. O pobre coitado só está recebendo gordura nos últimos dias.
No preparo dos crepes você vai precisar unir trigo peneirado e ovos batidos com sal. Só então é chegada a hora de ir misturando o leite, aos poucos. A massa vai ficar encaroçada, não tem jeito. Mas tudo se resolve peneirando. Reserve, para que ela tenha tempo de descansar, e parta para o preparo do recheio.
Em uma panela eu uni manteiga e farinha e deixei cozinhar em fogo brando. Aos poucos acrescentei o leite morno. Este é o famoso molho branco (Béchamel). Já fiz anteriormente aqui para o blog. É super simples. Após mexer bem com o uso de um batedor fouet, tempere com sal, pimenta moída e um pouco de noz moscada ralada.
Ao molho Béchamel deve-se acrescentar presunto picadinho e queijo de sua preferência. Eu escolhi o queijo prato. Mexi até que derretesse por completo.
A parte difícil da receita ficou por conta de “fritar” a massa do crepe. Isto porque eu sou a incompetência em pessoa com uma frigideira, então foram quatro vezes seguidas de puro desastre. Foram dois os motivos: a frigideira que tentei usar primeiro tinha perdido a camada antiaderente. Consequentemente a massa não parava de grudar; depois que eu troquei de frigideira e ainda comecei a untá-la com um fio de óleo, meu erro foi devido à pressa. Como a massa de crepe é bem elástica e um tanto quanto adesiva, toda vez que tentava virá-la uma ponta grudava na outra e ficava uma massa embolada. Só quando eu comecei a deixar que ficasse bem cozida antes de virar foi que isso parou de ocorrer.
O Larousse não traz nenhuma dica de como preparar a massa, portanto eu fui errando muito até que na metade peguei o jeito. Então lá vai a minha dica: além de esperar a massa ficar bem cozida antes de virar, também preste atenção à forma como você mexe a frigideira ao colocar a massa no centro. Faça pequenos e ágeis movimentos circulares, assim ela se expande, fica fininha e bem redondinha.
Com toda a massa pronto é chegada a hora de rechear. Coloque uma porção do molho no centro da massa e dobre-a como se fosse um envelope. Arrume tudo em um refratário, coloque queijo por cima e alguns pedaços de manteiga. Leve ao forno pré-aquecido para gratinar. Essa etapa leva cerca de 10 minutos. Aí é só servir bem quentinho e morrer de amores.
Eu comi demais e agora estou até arrependida, mas sei que amanhã nem vou resistir a concluir o serviço e acabar com os crepes restantes.

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!








quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Torta de fromage blanc

Sinto-me entre o céu e o inferno. Opa. É justamente neste lugar que eu estou. Terra. Local de tristezas sem fim e felicidade imensurável. ETs sejam bem vindos!
Como toda quinta-feira desse mês, com o início deste projeto, meus dias de folga transformaram-se em dias de labuta. Acordar cedo e cozinha! Para hoje, uma torta que poderia ser chamada de cheesecake, mas o Larousse quis inventar moda e deu o nome de torta.
No preparo desta receita, como puderam ver pelo título, é preciso ter uma boa quantidade de queijo tipo fromage blanc. Uma coisa triste, já que, como relatado em outras ocasiões, este não é um item fácil de ser encontrado no mercado. Como das outras vezes, recorri ao improviso: queijo minas frescal, iogurte natural integral e açúcar. Huuuum. É de dar água na boca e super versátil. Para usar em saladas, basta reduzir a quantidade de açúcar.
Como esse desafio eu já havia vencido anteriormente – dessa vez eu apenas substituí o creme de queijo pelo queijo em natura, bem mais em conta -, a parte mais difícil da receita foi, na verdade, a massa podre. Não que eu não soubesse como prepará-la, já que usei anteriormente na receita de Apple pie (para ver o processo de preparo e a receita, acesse o link), mas por conta de ser cheia de etapas e passar por muitas horas de descanso. Preparada a massa, ela vai à geladeira em papel filme por uma hora, quando então deve ser aberta, disposta no fundo de uma forma (aconselho o uso de uma com aro removível) e levado a geladeira por mais meia hora.
Nesse momento é hora de acrescentar a mistura de queijo e levar ao forno. Essa parte é composta do fromage blanc (no meu caso do improviso/substituto), creme de leite, açúcar, ovos e farinha de trigo.
Em um prato eu bati os ovos e acrescentei a farinha e o açúcar. Misturei bem, até obter uma massa homogênea. Então bastou acrescentá-la a minha receita de “fromage blanc” com creme de leite. Colocada sobre a massa podre, essa mistura de queijo deve ser levada ao forno à 180º C e assado por cerca de 50 minutos, ou até que fique em ponto de pudim.
Retirado do forno, eu acrescentei uma geleia caseira de blueberry: as frutas congeladas (não consigo encontrar em natura) devem ser levadas ao fogo com um pouco de água e açúcar; mantenha em fogo brando até ferver; desligue; separe as frutas do líquido; bata uma pequena porção delas no processador e misture novamente com o caldo e meio pacotinho de gelatina de uva; torne a juntar as frutas inteiras ao caldo e pronto. Você terá uma geleia extremamente saborosa.
A torta então, já com a geleia de blueberry, deve ser levada a geladeira e servida fria. Preparei logo cedo exatamente por esse motivo. No fim da noite restou apenas saboreá-la em comemoração ao aniversário da minha tia mais linda, a mineiríssima Ka.

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!









quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Lasanha doce

Sei que promessa é dívida e é por isso mesmo que estou aqui, todo santo dia no blog, mesmo sentindo que não tenho um grande público do outro lado. Sim, eu sei que têm meus amigos do coração, irmã e cunhado, amor... Mas não chega a ser um blog que bomba em acessos. Todos os dias questiono-me à procura de motivos, mas ainda não os encontrei.
Então, cá estou eu, prosseguindo com o projeto e cumprindo uma outra promessa com um pouco de atraso: a receita de sobremesa que criei em um momento de tristeza.  Sei que disse que a traria ontem, mas resolvi preparar o Civet de porco ao vinho tinto e tinha que postá-lo naquele exato instante. Não resisti.
Não me lembro se já disse isso, mas não sou lá muito boa quando se trata de receitas doces. Acho que isso se deve ao fato de que prefiro saborear um bom prato de macarronada do que um de bolo de chocolate. No entanto, apesar do meu paladar mais inclinado ao sal, às vezes tenho uns insights e invento uma receitinhas de sobremesas bem saborosas. Infelizmente são raras as vezes que consigo agradar ao paladar da mina irmã caçula. Fã número um de doces, ela sempre acha que faltou umas boas colheradas de açúcar para ficar no ponto!
Na terça-feira eu estava no auge da minha TPM e, para completar, descobri que meu sonho de cursar o mestrado em 2014 tinha ido por água a baixo. Restou-me então afogar as magoas no fogão. Além de preparar a Abóbora gratinada, fiz uma receita de sobremesa a qual dei o nome de “Lasanha doce”.  Em geral, as pessoas aqui em casa ficaram meio receosas de experimentá-la. Não porque ela estivesse com uma apresentação horrível, mas porque não é algo comum comer massa de lasanha com um molho doce. Sim, usei massa de lasanha mesmo.
A ideia surgiu de uma pesquisa na minha despensa. Em uma rápida olhada vi que tinha a minha disposição um pacote pequeno de massa pré-cozida de lasanha (do tipo que vai direto ao forno), creme de leite, leite condensado e açúcar mascavo. Não tive dúvida: “vou fazer uma lasanha!”.
Juntei, a esses ingredientes, maçãs e bananas cortadas em lâminas e voilá! Eu tinha uma lasanha cremosa e doce.
Ok. Acho que não deu pra acompanhar meu raciocínio né? Seguem então os ingredientes que eu usei para servir seis pessoas:

100g de massa para lasanha (o equivalente a seis folhas de massa pré-cozida)
1 lata de creme de leite
1 lata de leite condensado
50 ml de leite
2 maçãs descascadas e cortadas em lâminas finas
2 bananas descascadas e fatiadas

Misturei todos os líquidos em uma molheira. O ideal é aquecer essa mistura. Esse será o substituto do molho de tomate na receita tradicional de lasanha.
Escolhi montar a receita em uma forma de pão de forma pequena (mais ou menos 22cm por 10cm). Revesti com papel manteiga. Coloquei no fundo um pouco de molho, duas folhas de massa, uma camada de cada fruta e mais molho. Repeti a operação até concluir com as folhas de massa e o restante do molho. Cobri com papel alumínio e levei ao forno por 30 minutos.
Enquanto a lasanha estava no forno, preparei uma farofa usando açúcar mascavo, farinha de trigo e uvas passas. Retirei a lasanha do forno, eliminei o papel alumínio e salpiquei essa farofa sobre ela. Deixei gratinar por mais 10 minutos.
O trabalho pesado veio na hora de servir. Como é uma lasanha, queria servi-la ainda quente e em uma travessa de vidro, para ficar mais apresentável. O papel manteiga grudou todo, foi meio chato de tirar, mas acabou dando certo. Ficou bonita e deliciosa. Com exceção da minha irmã caçula, todos aprovaram! Segundo ela, precisava ser mais doce. Então, se você também é do tipo que gosta de sobremesas meladas de açúcar, adoce mais o molho.
Prato feito. Prato servido. Bon appétit!






quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Civet de porco ao vinho tinto

Estou falida! Sim, esta é a minha realidade no momento. Sem um tostão no bolso, eu não tive como ir ao mercado esta semana. Mas a felicidade mora na busca de ingredientes na geladeira e despensa. Na verdade, a felicidade encontra-se no encontrar!
Fui à miniadega dos meus pais e consegui localizar o último vinho tinto seco da casa. Um achado e tanto. Algo que só acontece uma vez na vida! Eu garanto.
Encontrar este vinho foi perfeito, não porque eu sentisse que precisava encher a cara, mas porque me lembrei que meu pai havia comprado bifes de pernil que estavam na promoção no início da semana. Os dois eram itens essenciais para o preparo dessa receita maravilhosa de ensopado de carne suína. Os franceses são mesmo sortudos. Julie Child tem razão. Ter comida francesa a mesa todos os dias é uma sorte e tanto!
Parti à limpeza dos meus bifes de pernil recém-descongelados. Como não almocei hoje, fiquei com água na boca lendo a receita e resolvi que precisava prepará-la o quanto antes. Sei que é meio cedo para jantar, mas eu sou gulosa mesmo. Admito sem vergonha alguma!
Neste momento a carne já está quase pronta na panela. Não sou do tipo que come enquanto cozinha, mas não resisti e belisquei. Isso foi ótimo, já que percebi que faltava ainda um pouco de sal na carne. Meu Deus... Que sabor divino! Adoro carne suína. É a minha favorita!
A receita pede também uma quantidade exorbitante de cebola: seis. As fatiei e dessa vez elas não me fizeram chorar. Recordei a piadinha de uma amiga especial. Desta vez não precisei cantar pra elas “Chorando se foi quem um dia só me fez chorar!”.
Fritei em uma caçarola elétrica o bacon, escorri e usei a gordura para fritar os bifes (a receita - vocês poderão notar - pede carne em cubos e toucinho salgado, mas na atual situação precisei improvisar). Polvilhei trigo, deixei cozinhar um pouco e temperei com sal, pimenta moída e cheiro verde picado. Acrescentei também o bacon e as cebolas.
A melhor parte é sempre quando mergulhamos tudo isso no vinho. Não sou fã da bebida, não sei bem por que, mas amo o sabor que ele é capaz de doar a carne. Especialmente o aroma que ele exala logo que o jogamos na caçarola quente. Perfeito!
O ensopado de porco (Civet de porco) deve cozinhar por 1 hora. Assim o vinho terá tempo de encorpar e a carne fica bem macia e suculenta. Mergulhei uma fatia de pão francês no molho fervente... Hummmm. Divino! Ninguém aqui em casa saboreou ainda, apenas eu. Mas se confiam na minha palavra, ficou magnífico.

Prato feito. Servido apenas para minha pessoa. Bon appétit!