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domingo, 20 de outubro de 2013

Costeletas de porco agridoces

O incrível é que os dias são sempre recheados com duas facetas: uma salgada/amarga e outra doce. Pois é, não é só o porco que pode ser agridoce, a vida também rouba esse título. Hoje eu comemoro 50 dias de blog – felicidade sem tamanho – e, ao mesmo tempo, me despeço temporariamente do projeto pessoal que mais me trouxe felicidades e crescimento.
Em comemoração e marco de despedida, trago a receita do Larousse de Costeletas de porco agridoces. Adoro costeletas fritas, mas esta receita tem um quê de especial, tanto no sabor quanto no preparo.
Comecei indo ao mercado, com o pensamento de comprar a costela em tamanho grande, pois queria servir a peça inteira. Já até imaginei a aparência e isso me empolgou muito a cozinhar nesse fim de domingo pós noite-mal-dormida-com-manhã-de-prova-exaustiva. No açougue encontrei exposta apenas tiras cortadas bem finas da costela do porco, já no tamanho para preparo em panela. Fiquei olhando pra elas desencantada e dizendo pra mim mesma, apesar de ser em voz alta, que aquilo não era o que eu tinha imaginado. Minha mãe, em contrapartida, não parava de afirmar que só tinha assim, que eu tinha que levar daquele jeito ou desistir do prato. Ela indicou que eu levasse pernil, mudasse a receita. Fiz birra de uma forma como nunca tinha feito antes, nem quando criança. Eu queria minha costela.
Eis que montado em um cavalo branco surge meu salvador... Ok. Não tinha cavalo branco nenhum. Até porque isso seria bem esquisito um cavalo dentro de um mercado, mas fui salva por um açougueiro muito simpático que se comoveu com meu tormento. Ele me perguntou exatamente o que eu queria, o comprimento do osso que eu desejava e até brincou: “Acordou hoje com desejo é moça?”. Expliquei que o corte era específico por se tratar de uma receita para meu blog de culinária. Ele sorriu, foi à câmara fria e voltou com uma peça enorme. Nunca me senti tão feliz. Pedi que deixasse exatamente daquele jeito, apenas separando uma parte para minha mãe fazer na panela outro dia. Agradeci tanto que ele sorriu novamente. Deve achar que sou louca, mas nunca me senti tão feliz em comprar um pedaço tão grande de carne. Dois quilos de pura gostosura suína!
Voltando para casa, degelei a carne e temperei com sal e pimenta moída. Cortei a peça em duas partes, pois ela inteira não cabia no meu Wok. Esta receita indica fritar a carne antes de levar ao forno. Coloquei um bocado de manteiga e óleo na panela, aqueci e coloquei uma parte de cada vez para fritar. Dourei de ambos os lados e reservei a peça em uma assadeira grande.
Descasquei e cortei três maçãs em fatias finas e reguei com o suco de um limão. Distribui sobre as costeletas, salpiquei um pouco de sal e pimenta. Coloquei sobre tudo o melado e o creme de leite. Enfim, bastou levar ao forno pré-aquecido a 200°C. As costeletas ficaram no forno por 1 hora. Servi bem quente, acompanhada de arroz branco.
Todos por aqui aprovaram o sabor das costeletas e espero que vocês a reproduzam e apreciem também. O Larousse indica também que elas sejam assadas já cortadas, então essa pode ser sua opção para que assem mais rápido.

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!









sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Pizza de Hot Dog

Odeio prometer algo e não cumprir. Estou mais frustrada do que qualquer um com a pausa que darei no blog e me magoa mais ainda quando alguém age como se eu tivesse escolhido isso por ser a atitude mais fácil. Esta foi uma das escolhas mais difíceis que já tomei em minha vida e, ao mesmo tempo, uma das mais sensatas. Não voltarei atrás na decisão, não porque não deseje poder continuar com o blog e sentir a felicidade de completar 500 dias de projeto, mas porque não tenho outra opção aceitável.
Como eu odeio ficar devendo uma promessa e, no caso desta aqui nada realmente importante me impede de fazê-lo, estou trazendo a receita mais delícia e gorda de todas que prometi pra vocês, meus leitores. Lembram que eu prometi fazer uma pizza de cachorro quente para a nossa alegria? Pois é, aqui está.
Fiz uma longa pesquisa pela internet, olhei imagens, receitas, dicas e nenhuma delas me satisfez.  Portanto resolvi unir o que cada uma trazia de mais brilhante para o blog, em uma receita exclusiva para meus amigos de panela. Anote os ingredientes:
- Meia receita de massa de pizza (veja a receita completa aqui) ou uma massa pronta
- 1/3 de lata de molho de tomate
- 3 batatas
- 1/2 xícara de leite
- 6 salsichas
- 2 colheres de sopa de manteiga
- 150g de queijo mussarela fatiado
- sal, pimenta e alho a gosto.
- catchup e batata palha para decorar
Em uma caçarola cozinhe as batatas já descascadas e cortadas em quatro partes. Quando estiverem cozidas, mas ainda firmes, desligue o forno, escorra a água e amasse-as com um garfo. Na caçarola coloque a manteiga e espere derreter. Tempere com o sal, o alho picado e a pimenta moída. Despeje ½ xícara de chá de leite e a batata amassada. Misture até levantar fervura e desligue o fogo.
Em outra panela ferva, em um pouco de água, as salsichas. Eu optei por salsichas de frango, mas escolham a que vocês preferem. Reservei 3 delas e as outras três eu cortei ao meio no sentido do comprimento. Dividi as duas partes em 4 pedaços e os usei para decorar a borda da pizza. Basta dar uma olhada na foto para compreender melhor.
Com as salsichas, a borda da pizza já estará delimitada. Agora resta então montar o recheio. Coloquei todo o molho de tomate no centro da pizza e espalhei sem atingir a borda. Coloquei por cima as fatias de queijo e o purê de batata em uma camada de cerca de 3 cm. Cortei então as três salsichas restantes ao meio e coloquei sobre o purê formando um leque. Assim cada pedaço de pizza ficará com meia salsicha.
Agora resta apenas a decoração. Use o catchup para fazer ondinhas sobre a salsicha da borda e faça desenhos no centro. Optei por deixar a batata palha para o pós-forno, já que ela queima muito fácil. Levei ao forno 180°C por 35 minutos, pois precisava assar a massa, mas se tiverem usado a massa pronta, basta deixar tempo o suficiente para que gratine.
O sabor é divino. Gostei ainda mais do que já gosto do hot dog tradicional. Sem contar que a aparência também abre o apetite. Chamei a maninha para jantar. Lá vou eu para mais uma rodada.

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!








terça-feira, 15 de outubro de 2013

Lasanha de berinjela

Dia especial para mim deve ser comemorado com muita comida. Não tem forma melhor de marcar uma data feliz com essa. Parabéns pra gente príncipe!
Anotem os ingredientes da lasanha:
- 2 berinjelas pequenas
- 3 tomates
- 1 lata ou sachê de molho de tomate
- 200g de presunto fatiado
- 200g de mussarela fatiada
- sal, alho e pimenta
Para começar eu cortei a berinjela em fatias finas, no comprimento do legume, e deixei de molho em água para não escurecer. Reserve. Fatiei também os tomates.
Em uma tigela misturei o molho de tomate com 2 alhos picados, 1 colher de café de sal e pimenta a gosto. Acrescentei um copo de água. Reservei.
Agora começa a montagem. Escolha um refratário grande e vá montando a lasanha em camadas. É bem parecido mesmo com a lasanha de massa, só que com menos molho. Coloque algumas colheres de molho no fundo, cubra com lasanha, tomates, presunto e queijo. Repita as camadas até terminar com a terceira parte da berinjela. Cubra com o restante do molho e algumas fatias de queijo. Escolhi salpicar um pouco de orégano, mas manjericão também cai muito bem. Escolha o tempero de sua preferência!
Levei ao forno pré-aquecido a 180°C por 50 minutos, mas pode variar de acordo com a potência do seu forno. Não cubra com papel alumínio. Esta lasanha já acumula água suficiente, então o papel não é necessário para cozer a lasanha.
O sabor é indescritível. Gosto tanto quanto de lasanha de massa. E o melhor é que dá pra variar nos recheios também: excluir a carne nos casos em que as pessoas não gostam ou não podem comer ou ainda acrescentar mais carne.

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!





domingo, 29 de setembro de 2013

Pizza de batata frita

Estou triste pessoal. Acho que não conheço outra forma de dizer isso. Poderia usar metáforas para dizê-lo, comparar meu estado de espírito com o cinza do céu, as lágrimas com a chuva e muitas outros clichês. Mas quer saber, desaprendi a fazê-lo.
Fui hoje ao estádio, assistir um dos últimos jogos do campeonato brasileiro, série C. Meu time, o bom e velho Guarani (ainda velho, mas o bom já ficou esquecido há algum tempo), apesar de prometer vitória, jogando em casa contra um time – Betim, antigo Ipatinga - que já havia vencido no início do campeonato, perdeu feio e foi vaiado pela torcida. Coisa triste de ver um jogo que começou com o hino do bugre e terminou ao som de “Vergonha. Time sem vergonha!”.
Sei que o blog é sobre culinária, nada relacionado a futebol, mas eu sou fã desse esporte e estou muito deprê após os últimos jogos do Bugrão. Poxa, ver seu time de coração perder de virada é péssimo. Chorei, me emburrei, gritei, mas não teve jeito. Só espero que agora ele entre nos eixos, pois precisamos e desejamos muito subir.
Mas enfim, voltando a culinária, fui para a gordice. Tudo o que eu queria era afogar as mágoas. Ou melhor, soterrá-las. Então recorri a ideia de prato do dia mais simples e gorda que poderia haver no planeta.
Meu namorado já foi dono de uma pizzaria e vivia falando de uma tal pizza de batata frita que era maravilhosa. Nossa amiga em comum também vivia dizendo que queria degustar essa insana loucura gastronômica. Não resisti. No mercado compramos batatas já cortadas e congeladas, queijo mussarela, peito de peru e massa pré-assada. Sim, me desculpo com vocês, mas comprei tudo quase pronto, não estava com um pingo de espírito gastronômico.
Fritei a batata, passei o molho preparado pela minha amiga na massa, espalhei as batatas, o peito de peru picadinho, uma salpicada de queijo parmesão ralado e muito queijo mussarela. Levei ao forno por 10 minutos, coloquei bastante orégano seco (esfregue na mão antes para que exale o cheiro) e enfiamos tudo goela a baixo com muito catchup, mostarda e maionese.
Amei! Ainda não sei se porque ela repôs a alegria no meu coração ou se foi por sentir que comia uma porção perfeita de batatas com queijo, que eu adoro, sobre uma massa de pizza. Lembrei-me da canção do Blitz: “Amor, pede uma porção de batata frita?”.
Para fechar a noite uma fatia generosa de pudim e sinto-me bem melhor. Estômago cheio faz essa maravilha comigo!
Prato feito – ou montado, já que comprei quase tudo pronto -. Prato servido. Bon appétit!





sábado, 28 de setembro de 2013

Tian de batata e tomate à provençal

Receber visita faz bem ao ego. É bom quando aquilo que você preparou com tanto carinho desperta o paladar das pessoas e elas recebem o sabor do amor que se depositou na comida. Sei que isso virou slogan de marca de tempero pronto, mas o segredo é sempre o amor.
Ainda temos centenas de dias pela frente no blog (digo temos, pois isso engloba você que está aí acompanhando meu dia a dia na cozinha), mas estou tentando viver um dia de cada vez, uma receita por vez, um sabor único como uma experiência sem comparação. Agora eu posso dizer que senti um novo sabor na batata.
O Tian é um prato que leva ao forno, como um ensopado, alguns legumes. Nesse caso é a batata, a cebola e o tomate (que sei que é fruta, mas tornou-se comum no preparo de receitas como um legume mesmo; não há como mudar isso). Simples demais de fazer. Vale à pena arriscar, até mesmo aqueles que se consideram totalmente inexperientes nas artes culinárias.
Dezenas de batatas cortadas em fatias finas, mais algumas dezenas de tomates cortados da mesma forma e cebola. Muita cebola. Porque é bom demais. E por que não exagerar um pouco mais no último ingrediente e usar mini cebolas, dessas usadas para fazer conserva? Não resisti e incrementei meu Tian com essas delícias.
Hoje recebemos em casa alguns parentes e amigos para a comemoração oficial do aniversário da minha mãe. Ela preparou diversas carnes e ainda um delicioso feijão tropeiro. Muita linguiça e panceta fritas.  Para acompanhar eu resolvi então preparar essa receita do Larousse, classificada como nível fácil e preparo rápido.
Em uma forma grande eu fui intercalando camadas de batata, tomate, cebola, azeite, sal e pimenta. Finalizei com um cubo de caldo de galinha diluído em um copo de água quente. Sobre tudo dispus as mini cebolas e reguei com mais azeite. Levei ao forno.
O Larousse indica assar a 180° C por 35 a 40 minutos. Mas não se precipite. O meu forno é muito bom, tem uma regulagem precisa, mas mesmo assim demorou cerca de 1 hora para minha receita ficar pronta. Portanto, sinta o tempo do seu forno, teste a textura da batata quanto ao cozimento e deixe que comece a dourar. Assim ela ficará bem mais bonita e saborosa.
Como adoro agregar meu toque particular aos pratos, salpiquei sobre a minha receita, após tirar do forno, salsinha e cebolinha picadas.
Neste momento, enquanto escrevo já estudo, com uma amiga, formas de deixar essa receita ainda mais incrementada. Unir, para quem gosta, algumas azeitonas pretas. Para os que não são vegetarianos, cai muito bem um peixe ou uma porção de carne seca. Portanto, não se prendam a receita. Inovem sempre. Dê o seu toque particular. Por aqui aprovamos e muito o Tian.
Prato feito. Prato servido. Bon appétit!








quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Torta de fromage blanc

Sinto-me entre o céu e o inferno. Opa. É justamente neste lugar que eu estou. Terra. Local de tristezas sem fim e felicidade imensurável. ETs sejam bem vindos!
Como toda quinta-feira desse mês, com o início deste projeto, meus dias de folga transformaram-se em dias de labuta. Acordar cedo e cozinha! Para hoje, uma torta que poderia ser chamada de cheesecake, mas o Larousse quis inventar moda e deu o nome de torta.
No preparo desta receita, como puderam ver pelo título, é preciso ter uma boa quantidade de queijo tipo fromage blanc. Uma coisa triste, já que, como relatado em outras ocasiões, este não é um item fácil de ser encontrado no mercado. Como das outras vezes, recorri ao improviso: queijo minas frescal, iogurte natural integral e açúcar. Huuuum. É de dar água na boca e super versátil. Para usar em saladas, basta reduzir a quantidade de açúcar.
Como esse desafio eu já havia vencido anteriormente – dessa vez eu apenas substituí o creme de queijo pelo queijo em natura, bem mais em conta -, a parte mais difícil da receita foi, na verdade, a massa podre. Não que eu não soubesse como prepará-la, já que usei anteriormente na receita de Apple pie (para ver o processo de preparo e a receita, acesse o link), mas por conta de ser cheia de etapas e passar por muitas horas de descanso. Preparada a massa, ela vai à geladeira em papel filme por uma hora, quando então deve ser aberta, disposta no fundo de uma forma (aconselho o uso de uma com aro removível) e levado a geladeira por mais meia hora.
Nesse momento é hora de acrescentar a mistura de queijo e levar ao forno. Essa parte é composta do fromage blanc (no meu caso do improviso/substituto), creme de leite, açúcar, ovos e farinha de trigo.
Em um prato eu bati os ovos e acrescentei a farinha e o açúcar. Misturei bem, até obter uma massa homogênea. Então bastou acrescentá-la a minha receita de “fromage blanc” com creme de leite. Colocada sobre a massa podre, essa mistura de queijo deve ser levada ao forno à 180º C e assado por cerca de 50 minutos, ou até que fique em ponto de pudim.
Retirado do forno, eu acrescentei uma geleia caseira de blueberry: as frutas congeladas (não consigo encontrar em natura) devem ser levadas ao fogo com um pouco de água e açúcar; mantenha em fogo brando até ferver; desligue; separe as frutas do líquido; bata uma pequena porção delas no processador e misture novamente com o caldo e meio pacotinho de gelatina de uva; torne a juntar as frutas inteiras ao caldo e pronto. Você terá uma geleia extremamente saborosa.
A torta então, já com a geleia de blueberry, deve ser levada a geladeira e servida fria. Preparei logo cedo exatamente por esse motivo. No fim da noite restou apenas saboreá-la em comemoração ao aniversário da minha tia mais linda, a mineiríssima Ka.

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!









sábado, 21 de setembro de 2013

Coxas de frango com orégano

A felicidade mora em pequenas coisas. Acordar e olhar o sol, brincar com seu cachorro, receber uma ligação de quem se gosta, sentir a brisa balançando os cabelos e o aroma do orégano recendendo na cozinha. Para mim orégano é o perfume da felicidade!
Para o almoço de hoje eu trago uma receita prática de frango: Coxas com orégano. Na verdade eu preparei coxas e sobrecoxas, porque a segunda é uma das minhas partes preferidas no frango (primeiro vem as coxinhas da asa), mas a receita do Larousse pede somente coxas.
Primeiramente precisei limpar e separar os cortes, já que aqui em casa preferimos comprar a coxa e sobrecoxa juntas e ainda com pele. Vale muito a pena, já que dessa forma o preço fica bem mais acessível. Para retirar a pele, basta usar uma faca para desprendê-la da ponta da sobrecoxa e depois em um puxão ir “despindo” a carne. Ela sai inteira, feito mágica. Retirei também aquelas gordurinhas, assim elas ficam mais sequinhas e saudáveis. É uma nojeira, mas deu tudo certo.
O Larousse, como já expliquei, é bem simplório em vários quesitos. Nesse caso ele pedia para temperar a carne apenas com sal e pimenta, mas eu resolvi aplicar o que aprendi com o tempo sobre o preparo de carnes brancas e temperei minhas coxas e sobrecoxas com vinho branco seco, alecrim, sal e alho amassado. Coloquei tudo em um saco plástico e deixei marinar na geladeira por uma hora.
Enquanto esperava o frango incorporar o tempero, preparei a receita de Empanado à milanesa. Basta misturar, em uma tigela, ovos, sal e pimenta. Em outra tigela coloca-se apenas farinha de rosca. Uma segunda porção de farinha de rosca deve ser temperada com orégano e parmesão. O frango então foi passado, peça a peça, pelas tigelas: farinha de rosca, ovos e farinha de rosca temperada. Nessa etapa tive problemas, não porque fosse uma tarefa complicada, mas porque a lambança dificultou minha vida na hora de fotografar o passo a passo. Dei um jeitinho e consegui trazê-las para vocês.
Por fim, tudo deve ser disposto em uma forma untada com azeite. Levei a receita ao forno por 45 minutos, pois foi o tempo que levou para ficar douradinho e assar por completo.
O resultado foi muito agradável. Apreciamos muito, mas meu pai ainda achou que as coxas poderiam ter permanecido mais no forno. As sobrecoxas ficaram perfeitas: bem cozidas e suculentas. Então, aconselho a vocês que ignorem a parte da receita que indica 35 minutos de forno e que deixem 45 para as sobrecoxas e um pouco mais para as coxas.
Prato feito. Prato servido. Bon appétit!













quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Lasanha doce

Sei que promessa é dívida e é por isso mesmo que estou aqui, todo santo dia no blog, mesmo sentindo que não tenho um grande público do outro lado. Sim, eu sei que têm meus amigos do coração, irmã e cunhado, amor... Mas não chega a ser um blog que bomba em acessos. Todos os dias questiono-me à procura de motivos, mas ainda não os encontrei.
Então, cá estou eu, prosseguindo com o projeto e cumprindo uma outra promessa com um pouco de atraso: a receita de sobremesa que criei em um momento de tristeza.  Sei que disse que a traria ontem, mas resolvi preparar o Civet de porco ao vinho tinto e tinha que postá-lo naquele exato instante. Não resisti.
Não me lembro se já disse isso, mas não sou lá muito boa quando se trata de receitas doces. Acho que isso se deve ao fato de que prefiro saborear um bom prato de macarronada do que um de bolo de chocolate. No entanto, apesar do meu paladar mais inclinado ao sal, às vezes tenho uns insights e invento uma receitinhas de sobremesas bem saborosas. Infelizmente são raras as vezes que consigo agradar ao paladar da mina irmã caçula. Fã número um de doces, ela sempre acha que faltou umas boas colheradas de açúcar para ficar no ponto!
Na terça-feira eu estava no auge da minha TPM e, para completar, descobri que meu sonho de cursar o mestrado em 2014 tinha ido por água a baixo. Restou-me então afogar as magoas no fogão. Além de preparar a Abóbora gratinada, fiz uma receita de sobremesa a qual dei o nome de “Lasanha doce”.  Em geral, as pessoas aqui em casa ficaram meio receosas de experimentá-la. Não porque ela estivesse com uma apresentação horrível, mas porque não é algo comum comer massa de lasanha com um molho doce. Sim, usei massa de lasanha mesmo.
A ideia surgiu de uma pesquisa na minha despensa. Em uma rápida olhada vi que tinha a minha disposição um pacote pequeno de massa pré-cozida de lasanha (do tipo que vai direto ao forno), creme de leite, leite condensado e açúcar mascavo. Não tive dúvida: “vou fazer uma lasanha!”.
Juntei, a esses ingredientes, maçãs e bananas cortadas em lâminas e voilá! Eu tinha uma lasanha cremosa e doce.
Ok. Acho que não deu pra acompanhar meu raciocínio né? Seguem então os ingredientes que eu usei para servir seis pessoas:

100g de massa para lasanha (o equivalente a seis folhas de massa pré-cozida)
1 lata de creme de leite
1 lata de leite condensado
50 ml de leite
2 maçãs descascadas e cortadas em lâminas finas
2 bananas descascadas e fatiadas

Misturei todos os líquidos em uma molheira. O ideal é aquecer essa mistura. Esse será o substituto do molho de tomate na receita tradicional de lasanha.
Escolhi montar a receita em uma forma de pão de forma pequena (mais ou menos 22cm por 10cm). Revesti com papel manteiga. Coloquei no fundo um pouco de molho, duas folhas de massa, uma camada de cada fruta e mais molho. Repeti a operação até concluir com as folhas de massa e o restante do molho. Cobri com papel alumínio e levei ao forno por 30 minutos.
Enquanto a lasanha estava no forno, preparei uma farofa usando açúcar mascavo, farinha de trigo e uvas passas. Retirei a lasanha do forno, eliminei o papel alumínio e salpiquei essa farofa sobre ela. Deixei gratinar por mais 10 minutos.
O trabalho pesado veio na hora de servir. Como é uma lasanha, queria servi-la ainda quente e em uma travessa de vidro, para ficar mais apresentável. O papel manteiga grudou todo, foi meio chato de tirar, mas acabou dando certo. Ficou bonita e deliciosa. Com exceção da minha irmã caçula, todos aprovaram! Segundo ela, precisava ser mais doce. Então, se você também é do tipo que gosta de sobremesas meladas de açúcar, adoce mais o molho.
Prato feito. Prato servido. Bon appétit!






terça-feira, 17 de setembro de 2013

Abóbora japonesa gratinada

Alguns dizem que os propósitos divinos nem sempre são compreendidos pela gente e isso causa certa frustração. Hoje eu descobri que não passei por uma das últimas fases de seleção de mestrado da Unicamp e isso me deixou muito além de frustrada. Resolvi então recorrer a uma das poucas coisas que tem o dom de descarregar toda a tensão da minha alma: cozinhar!
A abóbora japonesa (também conhecida por cabotiã) é o meu tipo de abóbora favorito. Com uma textura mais encorpada que suas irmãs, a cabotiã é perfeita para fazer cremes e purês, por exemplo.
Utilizei meia abóbora para o preparo de uma receita para quatro pessoas. Descasquei-a – são horríveis nesse quesito; a casca é tão dura que é preciso forçar a faca para rompê-la, então quase cortei os dedos - e cortei-a em cubos e cozinhei em água com sal. Ela cozinha bem rapidinho, mas foi tempo o suficiente para que eu me arriscasse na invenção de uma receita de sobremesa que postarei amanhã para vocês.
Voltando ao preparo da abóbora, eu as escorri e amassei com meu amassador de batata (que vem me salvando constantemente na cozinha, mostrando ser bem versátil). Reservei.
Parti para a higienização de um maço de cebolinhas. Piquei bem fininho e separei metade em uma vasilha, misturando manteiga para dar liga. Usei essa mistura para cobrir as laterais e os fundos de 4 forminhas individuais de porcelana. Dispus sobre elas a abóbora, já alisando com uma espátula pão-duro (uma maravilha de silicone que é perfeita para raspar vasilhas e também para alisar coberturas). Polvilhei pimenta moída.
A receita do Larousse pede o uso de queijo gouda, mas como ele é bem caro e eu já tinha comprado o queijo gruyère na semana passada, usei parte da sobra nesta receita. Os dois queijos são bem fortes, então imaginei que não ficaria ruim. Acertei em cheio! O cortei em cubinhos e enfiei no purê de abóbora. Salpiquei o restante da cebolinha picada, reguei com azeite e levei ao forno para gratinar.
Queimei o dedo!
Por fim, acho que um adjetivo basta: sensacional! Comi tudo em um fôlego só.
Após a refeição recebi uma ligação, chorei litros e sorri toda feliz. Sim. Em certos casos isso é possível!
Prato feito. Prato servido. Bon appétit!