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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Pudim de leite em pó


Às vezes acho que não estou muito no clima “Mundo é bão Sebastião” e sim “Não sei se o mundo é bão, mas ele está melhor porque você chegou”. A segunda música é bem mais uma representação da minha situação atual e pensar nela me faz ficar ainda mais ansiosa para o show que se aproxima (19/10) e que promete ser o melhor da minha vida! Nando Reis irá se apresentar na região onde eu moro e não pensei duas vezes. Há quase dois meses comprei os ingressos para o evento e estou contando os dias.
Quem me conhece sabe que esse ano resolvi unir duas das minhas paixões: tatuagens e Nando Reis. Amo a música All Star e, em homenagem a ela, e a ele, fiz uma tattoo na panturrilha direita, com dois tênis e parte da música. Ela chama um bocado de atenção sempre que uso alguma roupa que a deixa a mostra e eu fico meio constrangida com isso, mas amo demais seus detalhes e adoro quando alguém lembra de cara da canção só de olhar pra ela. Meus planos para o show: cantar e pular ao som da voz do Nando e conseguir que ele autografe minha tattoo!
Mas deixando esse passo a passo que estou bolando na minha cabeça, vamos à receita de hoje para o blog: Pudim de leite em pó. Ela tem uma história bem legal e faz parte da minha vida.
Quando eu tinha uns 18 anos, trabalhei na área de saúde da Prefeitura da minha cidade e comigo trabalhava uma amiga de ensino médio. Todos os meses, recebíamos uma cesta básica que vinha com uma lata de leite em pó. Um dia eu comentei com a Fabiana que eu não sabia mais o que fazer com o leite em pó da cesta, além de comer de colher. Ela então me deu um papelzinho com uma receitinha escrita a lápis, na sua letra fofa. A partir daquele dia eu aprendi esta receita facinha e deliciosa de pudim que compartilho com vocês.
Em uma tigela eu bati vigorosamente 3 ovos inteiros. Acrescentei o açúcar, o leite em pó, o leite (que uso como substituto da água já que, segundo a Fabi, dessa forma o pudim fica ainda mais cremoso) e a farinha de trigo. Mexi bem com o auxílio de um fouet e reservei.
Em uma forma redonda com cone no meio (o correto é usar uma própria para pudim, mas como eu não tenho mais, usei uma de fazer bolo mesmo), coloquei 2 xícaras de açúcar e levei ao fogo brando até que derretesse e formasse uma calda.Girei a forma para que a calda espalhasse nas bordas. Deixei esfriar um pouco e coloquei a massa do pudim.
Levei ao forno pré-aquecido a 180° C por mais ou menos 45 minutos. Mas não confiem nesse tempo. Fiquem de olho em seus pudins. Eles devem ficar firmes e dourados, assim você saberá que estão prontos.
Desenformei ainda quente em um refratário de vidro. Boa parte da calda ainda permaneceu no fundo da forma, então a aqueci novamente, para que derretesse o açúcar e despejei sobre o pudim. Ele ainda vai demorar um pouco a ficar geladinho, que é o ponto ideal para servir, portanto não o experimentei ainda. Mas podem confiar: conheço bem esta receita e sei que fica uma delícia e super cremosa.
Prato feito. Prato ainda em espera na geladeira para ser servido. Bon appétit adiado!












quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Musse de manga

Tem horas que é preciso fazer o mundo parar um pouquinho para cuidar das nossas casas: o teto sob qual vivemos e o corpo onde nosso espírito habita.
Quinta-feira é meu dia de folga do trabalho remunerado, mas prometi uma faxina aqui em casa. Estava tudo uma bagunça, bastante poeira, mas o pior mesmo era meu quarto.
Por ser professora, acabo trazendo para casa muitos deveres de alunos. Acumulei dezenas de cópias de aulas preparadas e provas utilizadas, livros que as editoras oferecem para os professores, apostilas, papeis avulsos etc. Tudo estava empilhado na minha escrivaninha. Somando a isso a bagunça que deixei acumular diariamente e pronto. A desordem estava feita!
Passei o dia organizando tudo, mais um tempo limpando o painel do carro que uso para trabalhar (como ele era o carro de trabalho do meu pai, havia poeira de cimento, tijolos e tudo o mais que pode sair de obras em todos os cantos). Ao fim me restava sentar o bumbum no sofá e apreciar uma boa comida assistindo TV. Infelizmente não é tudo tão simples assim.
Para hoje eu escolhi uma receita refrescante e fácil de preparar: musse de manga. Esta sobremesa tem apenas um ponto desagradável. O tempo que precisa ficar na geladeira!
Fui ao mercado na segunda. Já com o planejamento do que faria na semana, comprei duas mangas Palmer. Por sinal, uma variedade de manga que estava os olhos da cara, mas só tinha ela. Só tem tu, vai tu mesmo. Escolhi as mais maduras e guardei na geladeira para hoje.
Descasquei-as, cortei em cubinhos e coloquei tudo no processador, batendo até obter um purê. Na batedeira eu misturei creme de leite sem o soro com umas três colheres de sopa de açúcar. O Larousse pedia ponto de chantilly, mas como não comprei creme de leite fresco e minha batedeira é da idade da pedra, não consegui essa proeza.
Coloquei então um pacotinho de gelatina sem sabor em um copo com cinco colheres de sopa de água fria. Deixei hidratar por alguns minutinhos, coloquei no microondas por 15 segundos, misturei bem e tcharãaaa! Muito fácil de prepará-la neh?
Em uma tigela eu misturei o purê de manga com mais açúcar – senti que só três colheres de açúcar renderiam uma sobremesa bem sem graça -, a gelatina e o “chantilly” (um por vez). Tampei a tigela e, como não aguento esperar 4 horas para comer, coloquei a musse por uma hora no congelador. Após esse período, a transferi para a geladeira por mais uma hora.
Agora sim voltamos ao início: eu, sentada no sofá, assistindo TV e comendo uma taça de musse. Hummmm!

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!








terça-feira, 8 de outubro de 2013

Quindão

Algumas vezes a gente passa a vida inteira com vontade de comer alguma coisa e um dia descobre como seria fácil matar essa vontade.
Minha mãe odeia ovos, por esse motivo nunca fez quindim para a gente. Quando criança eu nem sequer sabia o que era isso. Quando eu já estava bem crescidinha, durante uma viagem à praia, vi um quindim na mesa de café da manhã e perguntei ao meu pai o que era. Com simplicidade ele me explicou que era quindim: um doce feito com gemas, açúcar e coco. Fiquei curiosa. Afinal, tanto tempo de vida, mais de 20, e eu nunca havia visto e, consequentemente, nunca havia sentido o sabor de um Quindim.
Naquele dia em questão eu peguei um daqueles doces amarelinhos e brilhantes, embrulhado em papel, coloquei na minha bandeja, junto com os tradicionais pães e leite para o café da manhã, e fui para a mesa. Comi meu primeiro quindim e o sabor que ficou na memória foi o de felicidade. Algo comparável a sensação acalentadora de tomar sol, daqueles bem brilhantes, em uma manhã de verão, à beira mar.
Após esse dia maravilhoso na cidade de São Sebastião, litoral paulista, nunca mais comi um quindim. Minha irmã mais nova também experimentou o doce na ocasião e, como eu, ela lembrou com prazer da experiência hoje, quando contei que estava preparando um Quindão.
A receita do Larousse traz orientações para o preparo do quindim e, ao final, explica como a receita pode ser adaptada a versão maior do prato. O quindim deve ser feito em pequenas formas de empada, untadas com manteiga e polvilhadas com açúcar. Já o Quindão é preparado em uma forma de 25 cm de diâmetro, também untada e polvilhada de açúcar.
Escolhi preparar o Quindão por um motivo bem simples: preguiça. Untar uma forma grande é bem mais fácil que 24 formas pequenas. E a melhor parte? Não precisarei lavar dezenas de forminhas minúsculas lebrecadas de manteiga ao final. To cansadinha hoje gente. Adoro cozinhar, mas não sou fã de lavar louça.
Para o preparo dessa receita precisei separar 11 ovos. Lavei todos e separei as gemas de nove deles. Bati com um batedor fouet por um minuto. Acrescentei os outros dois ovos inteiros e bati bem por mais 1 minuto. Os ovos vão ficar com uma textura bem cremosa e as gemas passam do tom laranja vivo para um mais opaco. Nesse ponto é que a receita começa a ganhar vida.
Meça 350 g de açúcar refinado e vá acrescentando aos poucos aos ovos batidos. Mexa bem. A massa vai ficar pesada, mas pensei em como é bom fazer exercício muscular e continuei batendo. Quem sabe, um dia, ganho músculos definidos só de bater massa?
Após juntar todo o açúcar, acrescente ½ colher de manteiga, bata bem e acrescente muito, mas muuuuuuuito coco ralado. Aí resta apenas preaquecer o forno a 220°C, colocar a massa na forma já untada e polvilhada com açúcar e levar ao forno em banho maria. Durante os primeiros 10 minutos de cozimento, mantenha o forno bem quente, mas depois reduza a 180°C por mais 40 minutos.
Lembram-se de quando eu comentava o quanto era bom sentir o aroma das receitas exalando pela cozinha? Pois é, o Quindão me deixou louca com o cheiro magnífico que tive que ficar sentindo por quase uma hora antes de poder comer.
Retirei do forno, desenformei em uma bandeja para servir e aí veio a surpresa. Apesar de estar aparentemente bem cozido olhando por cima, a parte inferior estava ainda bem mole, não ficou amarelinho e eu fiquei decepcionada. Voltei com a receita para o forno por alguns minutos, pra ver se conseguia deixá-lo mais firme. Deu certo essa parte, mas, como poderão ver pela foto, ele não ficou bonito de ver. Ainda bem que a gente sonha é de olhos fechados né? E que sonho!
Tive que experimentar quente, algo que, acho, não seja aconselhado para o estômago. Mas estava divino. Ansiosa para comer mais amanhã, com ele já geladinho.

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!
 









sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Bolo de chocolate

Um dia começa bem demais quando o primeiro cheiro que se sente na cozinha é o de chocolate derretido. Pena que, em mãos descuidadas e sob os cuidados de mentes relapsas, ele queima!
Como este dia é de comemoração, o terceiro aniversariante desta semana recebe como homenagem uma receita de bolo de chocolate! Assei uma parte em caneca e outra parte da massa foi para uma forma pequena de aro removível (aquela minúscula que usei outro dia para fazer a Apple Pie). A massa da caneca inchou mais do que a da forma. Não sei explicar o motivo, mas já fica registrado para quem gosta de cupcakes.
O 27º dia do blog está sendo representado por uma das receitas mais tradicionais de bolo. A massa de chocolate encanta quase 100% dos apaixonados por doces. Mas, apesar de já tê-la feito centenas de vezes, consegui descobrir muitas novidades hoje. A primeira delas é que essa receita não utiliza o tradicional fermento químico. Ao invés disso, ela usa e abusa das claras em neve.
Para sentir que estava participando mais profundamente do preparo do bolo, resolvi que hoje tentaria bater as claras à mão. Alguns podem não acreditar, mas eu nunca tinha tentado fazer isso antes, em toda a minha vida. Durante boa parte dos meus 24 anos de existência eu ficava pensando como a minha mãe, minha avó e todos os meus antepassados faziam para preparar uma boa clara em ponto de neve. A batedeira me fez esquecer que os músculos dos braços já foram muito úteis ao ser humano. Hoje sinto cada um dos que compõe o meu braço direito, mas ao menos posso dizer com orgulho que, com muita labuta junto ao meu fouet, preparei claras tão firmes e lindas.
Claras em neve prontas e reservadas, era chegada a hora de preparar o restante da massa. Derreti o chocolate meio amargo com leite, acrescentei a ele a manteiga e reservei. Claro que as coisas não foram assim tão simples. Se fossem, não seria eu. Coloquei o chocolate para derreter no microondas, com a potência reduzida, mas me distraí com a partida dos meus tios (eles voltaram para as Minas Gerais). Consequência brilhante: o chocolate começou a queimar. Ao retirá-lo do forno senti como se olhasse para um vulcão em miniatura. Uma pequena parte dele borbulhava e de lá saía uma chaminé de fumaça. Sorte minha que só queimei uma pequena parte do chocolate, ou então teria que sair correndo ao mercado.
Em outra tigela eu bati as gemas e misturei com açúcar mascavo. A receita do Larousse pede açúcar refinado, mas como uma colega de trabalho me deu, há alguns meses, um pedaço magnífico de bolo de chocolate e me disse que o segredo era o açúcar mascavo, resolvi adotá-lo e testar o resultado.
Agreguei o creme de chocolate com manteiga ao ovo com açúcar, fui misturando a farinha peneirada e por fim acrescentei, mexendo delicadamente as claras em neve. Pronto. Já tinha uma massa de textura leve e aparência muito linda. Levei ao forno por 50 minutos (quase esqueci novamente da receita e por pouco não queimei).
Preparei em banho-maria uma receita de cobertura de chocolate indicada pelo livro: chocolate derretido, açúcar de confeiteiro, manteiga e água. Despejei sobre o bolo, deixei gelar e apreciei com gosto após um longo dia de trabalho. O cupcake foi presente de aniversário para o namorado.
O sabor é magnífico. No entanto, por não levar fermento em pó, a massa fica mais pesada do que dos bolos de chocolate tradicionais.

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!









sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Suflê de banana

"Um dia me disseram que as nuvens eram de algodão" e eu desejei poder saboreá-las e sentir se eram doces. Isto não foi possível, mas o suflê está aí para matar esta vontade! Macios e leves como nuvens, extremamente apetitosos e um tanto quanto difíceis de preparar. O suflê ainda é um mistério para mim. Mas garanto que ainda matarei essa grande charada!
Toda vez que preparo um suflê vou do céu ao inferno. Em um instante estou retirando do forno uma beleza de massa douradinha e inchada e no outro instante estou olhando para algo extremamente reduzido lá no fundo da travessa. Experiência triste demais que ainda não sei como vencer. Por favor, se alguém tem o segredo me conte. Estou me roendo de curiosidade!
Frustrações a parte, o Suflê de banana é um prato bonito e muito saboroso que, quando servido quente, pede e muito uma grande bola de sorvete de creme como acompanhante (palavras da minha mãe). Hoje ficamos na vontade, mas nada que não pode e não deva ser providenciado para outra ocasião. Fica a dica!
Para o preparo do suflê (que hoje realizei em tempo recorde – cerca de 40 minutos), eu separei as gemas e claras dos ovos, reservei as gemas e levei as claras para bater com sal em ponto de neve. Acho essa parte linda de se ver e terrível de se ouvir. Minha batedeira é antiga e extremamente barulhenta.
Enquanto as claras batiam, fui aos cuidados com a banana. Descasquei e piquei e levei ao processador com um pouco de suco de limão (isso deveria fazer com que a fruta não ficasse escura, mas não adiantou de nada). As bananas bateram até virar um purê. Reservei e fui ao preparo do “molho branco”. Fiquem atentos! Para a receita desse suflê doce, o leite deve ser aquecido com açúcar e baunilha. Misturei o leite à farinha e deixei cozinhar, sempre misturando com um batedor fouet. Retirei do fogo.
Agora restava então bater as gemas, para que a receita não ficasse cheirando a ovos, e misturar todos os ingredientes: a banana, o molho branco doce, a manteiga e as gemas. Por fim, mexendo com cuidado para não perder o ar, fui acrescentando as claras em neve. Indico, nesse processo, o uso de um fouet de silicone.
Como não tenho uma forma de tamanho adequado para a receita, usei minha forma de suflê e completei com um refratário pequeno que tenho em casa. Untei ambos com manteiga e polvilhei com açúcar (esta é uma técnica perfeita também para o preparo de bolos: substituindo a farinha de trigo por açúcar o bolo soltará facilmente da forma e ficará mais bonito). Levei o suflê ao forno e retirei após exatos 30 minutos. Como disse anteriormente, ele estava lindo na hora que veio ao mundo, mas logo foi murchando... Sinto-me muito triste de pensar nisso...
O resultado agradou o paladar do pessoal aqui em casa. Inclusive o da minha irmã caçula, a especialista em “degustação” de sobremesas.

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!









quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Lasanha doce

Sei que promessa é dívida e é por isso mesmo que estou aqui, todo santo dia no blog, mesmo sentindo que não tenho um grande público do outro lado. Sim, eu sei que têm meus amigos do coração, irmã e cunhado, amor... Mas não chega a ser um blog que bomba em acessos. Todos os dias questiono-me à procura de motivos, mas ainda não os encontrei.
Então, cá estou eu, prosseguindo com o projeto e cumprindo uma outra promessa com um pouco de atraso: a receita de sobremesa que criei em um momento de tristeza.  Sei que disse que a traria ontem, mas resolvi preparar o Civet de porco ao vinho tinto e tinha que postá-lo naquele exato instante. Não resisti.
Não me lembro se já disse isso, mas não sou lá muito boa quando se trata de receitas doces. Acho que isso se deve ao fato de que prefiro saborear um bom prato de macarronada do que um de bolo de chocolate. No entanto, apesar do meu paladar mais inclinado ao sal, às vezes tenho uns insights e invento uma receitinhas de sobremesas bem saborosas. Infelizmente são raras as vezes que consigo agradar ao paladar da mina irmã caçula. Fã número um de doces, ela sempre acha que faltou umas boas colheradas de açúcar para ficar no ponto!
Na terça-feira eu estava no auge da minha TPM e, para completar, descobri que meu sonho de cursar o mestrado em 2014 tinha ido por água a baixo. Restou-me então afogar as magoas no fogão. Além de preparar a Abóbora gratinada, fiz uma receita de sobremesa a qual dei o nome de “Lasanha doce”.  Em geral, as pessoas aqui em casa ficaram meio receosas de experimentá-la. Não porque ela estivesse com uma apresentação horrível, mas porque não é algo comum comer massa de lasanha com um molho doce. Sim, usei massa de lasanha mesmo.
A ideia surgiu de uma pesquisa na minha despensa. Em uma rápida olhada vi que tinha a minha disposição um pacote pequeno de massa pré-cozida de lasanha (do tipo que vai direto ao forno), creme de leite, leite condensado e açúcar mascavo. Não tive dúvida: “vou fazer uma lasanha!”.
Juntei, a esses ingredientes, maçãs e bananas cortadas em lâminas e voilá! Eu tinha uma lasanha cremosa e doce.
Ok. Acho que não deu pra acompanhar meu raciocínio né? Seguem então os ingredientes que eu usei para servir seis pessoas:

100g de massa para lasanha (o equivalente a seis folhas de massa pré-cozida)
1 lata de creme de leite
1 lata de leite condensado
50 ml de leite
2 maçãs descascadas e cortadas em lâminas finas
2 bananas descascadas e fatiadas

Misturei todos os líquidos em uma molheira. O ideal é aquecer essa mistura. Esse será o substituto do molho de tomate na receita tradicional de lasanha.
Escolhi montar a receita em uma forma de pão de forma pequena (mais ou menos 22cm por 10cm). Revesti com papel manteiga. Coloquei no fundo um pouco de molho, duas folhas de massa, uma camada de cada fruta e mais molho. Repeti a operação até concluir com as folhas de massa e o restante do molho. Cobri com papel alumínio e levei ao forno por 30 minutos.
Enquanto a lasanha estava no forno, preparei uma farofa usando açúcar mascavo, farinha de trigo e uvas passas. Retirei a lasanha do forno, eliminei o papel alumínio e salpiquei essa farofa sobre ela. Deixei gratinar por mais 10 minutos.
O trabalho pesado veio na hora de servir. Como é uma lasanha, queria servi-la ainda quente e em uma travessa de vidro, para ficar mais apresentável. O papel manteiga grudou todo, foi meio chato de tirar, mas acabou dando certo. Ficou bonita e deliciosa. Com exceção da minha irmã caçula, todos aprovaram! Segundo ela, precisava ser mais doce. Então, se você também é do tipo que gosta de sobremesas meladas de açúcar, adoce mais o molho.
Prato feito. Prato servido. Bon appétit!






quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Apple pie

Nem tudo é como a gente deseja, mas uma torta pode ser do jeitinho que sempre aprendemos a sonhar vendo os bons e velhos desenhos da Disney. Estou empolgada ao escrever que agora eu sei fazer a legítima torta de maçã no estilo americano. Posso garantir que ela ficou perfeita e dá água na boca só de pensar naquele aroma e sabor.
Como hoje é meu dia de folga do trabalho, pude me dedicar mais ao preparo da mais nova delícia do blog “500 dias com a panela”. Escolhi esta torta, pois me lembro que, quando criança, sempre assistia na TV um episódio de desenho da turma do Mickey em que uma das personagens femininas fazia uma torta e colocava na janela para esfriar. Outra personagem, dessa vez masculina, passava a tarde tentando capturar aquela maravilhosa torta, se estrepava todo e por fim acabava ganhando um pedaço dela... Simplesmente este desenho ficou marcado na minha memória (com exceção dos personagens). Ao ler Apple Pie no meu Larousse, eu soube que precisava fazer aquela receita.
Esta manhã precisei levar meu pai ao hospital (ele precisava fazer alguns exames), então acordei bem cedo para poder preparar a receita da Massa Podre. Ela precisa descansar por uma hora, na geladeira, antes de ser usada. Então misturei os ingredientes da massa na minha mesa de pedra. Basta agregar rapidamente – ênfase para o rapidamente – o trigo, o ovo batido, sal, água fria e muita manteiga. Então fiz dela uma bola, embrulhei em papel alumínio e reservei.
Demorei um pouco no hospital, então ao chegar em casa estava morrendo de fome. Almoçamos as sobras da semana (itens deliciosos do blog) e eu parti para o processamento da massa podre. Separei 1/3 para fazer a tampa e o restante eu abri para fazer o fundo e as bordas da torta. Descobri nessa hora que a quantidade de massa não daria para a minha forma média, então precisei usar uma de apenas 15 cm de diâmetro. “No que isso interfere?”, alguns podem perguntar... Interfere na quantidade de torta que eu vou comer ao final minha gente!
Passada a fase de lamentações, cortei as maças em lâminas finas e reguei com suco de limão, preparei a farofa doce que acompanha a fruta (açúcar mascavo, farinha de trigo, baunilha e noz-moscada) e dispus tudo dentro da massa que, por sua vez, já estava devidamente arrumada na minha mini forma de aro removível. Bastou então fechar com o restante da massa podre, fazer um pequeno furo no centro, encaixar a chaminé – rolinho de papel manteiga que serve para expulsar o vapor -, pincelar com metade do ovo batido e levar ao forno pré-aquecido a 200ºC.
Após 10 minutos no forno eu retirei a torta e pincelei com o restante do ovo, como orienta o livro. Mais 40 minutos de forno e lá estava a torta mais linda que já vi. Sei que vivo repetindo isso, mas simplesmente não estou acostumada a ver comidas tão lindas e saborosas.
Enquanto levava meu cachorrinho no veterinário – mais um dever de dia de folga; não é algo que me chateia, já que o Dirac, que tem apenas 4 meses, é meu bebê mais lindo – a torta esfriou um pouco. Na volta pra casa cortei-a em oito suculentos pedaços e acompanhei cada um com uma bola de sorvete de creme – este foi comprado mesmo... não sei fazer sorvete!
Todos por aqui aprovaram. Recebi a visita da minha irmã mais velha e do meu cunhado, então a torta serviu bem seis pessoas e ainda sobrou um pouco para eu devorar mais tarde. Hummmm!

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!