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sábado, 19 de outubro de 2013

Biscoito fácil

Quero ver alguém aí dizer que não gosta da hora do café da tarde. E digo mais, quero ver quem aí afirma que não adora quando sai uma fornada de deliciosos biscoitinhos exatamente nessa hora. Pois é. Hoje é dia de biscoito fácil... Levinhos, docinhos e fáceis como o nome diz.
Esta receita eu tirei do livro da minha mãe. Um livro promocional que ela tem desde que eu me entendo por gente. Minhas primeiras receitas foram inspiradas neste livro e entre elas está a desses biscoitos. Claro que eu não resisti e logo na primeira oportunidade eu acrescentei ingredientes a receita quadradinha de biscoitos.
Em uma tigela acrescentei todos os ingredientes secos da receita: farinha de trigo, amido de milho e açúcar. Fazendo um buraco no meio coloquei a gema e a manteiga. O segredo é ir misturando tudo com as mãos. Você perceberá que inicialmente a receita fica com textura de farofa, mas aos poucos o calor das mãos vai derretendo a manteiga e o açúcar, até que começa a dar liga e forma-se uma massa homogênea.
A receita orienta a enrolar a massa, formando um cilindro, cortá-las em pedaços pequenos e amassar com um garfo. Assim já ficam uma delícia, mas formando bolas do tamanho de um brigadeiro, amarrando na palma da mão e acrescentando um cubinho de goiabada... Aí meu caro você saberá o que são biscoitos perfeitos.
O rendimento da receita não é grande: cerca de 80 biscoitos pequenos, mas o sabor compensa o trabalho de enrolar cada um deles.
Leve ao forno pré-aquecido a 180°C. Em média eles demoram cerca de 25 minutos para assar. No entanto, o bom mesmo é tomar muito cuidado. Eles assam muito rápido dependendo do tamanho que são enrolados, então cuide para que não dourem demais ou queimem – algo que ocorria frequentemente comigo.
Eles podem ser servidos morninhos, com uma xícara de café coado na hora, ou também já frios, com um bom copo de achocolatado gelado. De qualquer forma vocês podem ter certeza que ficarão viciados por esse sabor.

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!







segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Pudim de leite em pó


Às vezes acho que não estou muito no clima “Mundo é bão Sebastião” e sim “Não sei se o mundo é bão, mas ele está melhor porque você chegou”. A segunda música é bem mais uma representação da minha situação atual e pensar nela me faz ficar ainda mais ansiosa para o show que se aproxima (19/10) e que promete ser o melhor da minha vida! Nando Reis irá se apresentar na região onde eu moro e não pensei duas vezes. Há quase dois meses comprei os ingressos para o evento e estou contando os dias.
Quem me conhece sabe que esse ano resolvi unir duas das minhas paixões: tatuagens e Nando Reis. Amo a música All Star e, em homenagem a ela, e a ele, fiz uma tattoo na panturrilha direita, com dois tênis e parte da música. Ela chama um bocado de atenção sempre que uso alguma roupa que a deixa a mostra e eu fico meio constrangida com isso, mas amo demais seus detalhes e adoro quando alguém lembra de cara da canção só de olhar pra ela. Meus planos para o show: cantar e pular ao som da voz do Nando e conseguir que ele autografe minha tattoo!
Mas deixando esse passo a passo que estou bolando na minha cabeça, vamos à receita de hoje para o blog: Pudim de leite em pó. Ela tem uma história bem legal e faz parte da minha vida.
Quando eu tinha uns 18 anos, trabalhei na área de saúde da Prefeitura da minha cidade e comigo trabalhava uma amiga de ensino médio. Todos os meses, recebíamos uma cesta básica que vinha com uma lata de leite em pó. Um dia eu comentei com a Fabiana que eu não sabia mais o que fazer com o leite em pó da cesta, além de comer de colher. Ela então me deu um papelzinho com uma receitinha escrita a lápis, na sua letra fofa. A partir daquele dia eu aprendi esta receita facinha e deliciosa de pudim que compartilho com vocês.
Em uma tigela eu bati vigorosamente 3 ovos inteiros. Acrescentei o açúcar, o leite em pó, o leite (que uso como substituto da água já que, segundo a Fabi, dessa forma o pudim fica ainda mais cremoso) e a farinha de trigo. Mexi bem com o auxílio de um fouet e reservei.
Em uma forma redonda com cone no meio (o correto é usar uma própria para pudim, mas como eu não tenho mais, usei uma de fazer bolo mesmo), coloquei 2 xícaras de açúcar e levei ao fogo brando até que derretesse e formasse uma calda.Girei a forma para que a calda espalhasse nas bordas. Deixei esfriar um pouco e coloquei a massa do pudim.
Levei ao forno pré-aquecido a 180° C por mais ou menos 45 minutos. Mas não confiem nesse tempo. Fiquem de olho em seus pudins. Eles devem ficar firmes e dourados, assim você saberá que estão prontos.
Desenformei ainda quente em um refratário de vidro. Boa parte da calda ainda permaneceu no fundo da forma, então a aqueci novamente, para que derretesse o açúcar e despejei sobre o pudim. Ele ainda vai demorar um pouco a ficar geladinho, que é o ponto ideal para servir, portanto não o experimentei ainda. Mas podem confiar: conheço bem esta receita e sei que fica uma delícia e super cremosa.
Prato feito. Prato ainda em espera na geladeira para ser servido. Bon appétit adiado!












sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Bolo de Fubá “Romeu e Julieta”

Sabe aquele momento em que tudo o que você mais queria era passar dias no interior, deitar na rede ou simplesmente esticar o corpo em uma cadeira e ficar olhando a vida passar na rua? Sabe aquele momento em que você deseja não ter que pensar? Deseja que simplesmente o tempo pare, que nenhuma flor murche, que não seja preciso decidir, escolher, repartir-se, zangar-se, chorar, se frustrar e magoar? Desejaria que quando viesse a vontade de gritar, não sentisse que tem uma mordaça na boca a lhe impedir, uma pedra que impede a passagem, um alguém que não acredita em você, um pedaço de papel que dizem ter valor e que você não possue...? Você já sentiu??? Já sentiu alguma coisa?...
Hoje estou assim... Meio quebrada.
O blog, uma das poucas coisas que tenho no momento, uma das poucas coisas que me servem de apoio aos meus traumas, às minhas insatisfações, à minha frustração em não praticar o jornalismo (a minha única certeza na vida), está desaparecendo, escorrendo pelas minhas mãos, sem que a minha meta com o projeto se cumpra. O motivo? Dinheiro!
Pois é. A vida é feita de escolhas meus caros e a minha, nesse momento, é manter a minha família unida ou meu ego inflado. Vou escolher a família. Resolvi manter o blog somente até o dia 20, quando ele completa 50 dias no ar. Uma vida curta: apenas 10% de sua expectativa. Mas ao menos terei a certeza de ter vivido a meia centena mais feliz desses meus 24 anos.
Odeio sentir que, mais uma vez, parei no meio algo que me propus a fazer, mas sei que é por uma boa causa.
Resolvi contar hoje, já adiantando o fato, para que vocês entendam meu lado. O lado bom é o mesmo que estava me causando tristeza há alguns dias: não são muitos os que visitam este blog. Ao menos essa decisão não afetará muitos. Então, as 23h59m do dia 20 irei parar o cronômetro do blog. Uma pausa, já que eu torço para conseguir voltar a praticar a arte da culinária e voltar a atualizar este blog.
Escolhi para hoje, em clima de despedida, a receita de bolo de fubá que minha mãe costuma fazer pra gente aqui em casa. Nunca tinha a feito antes, nem sequer sabia como minha mãe fazia, mas pedi orientações e trouxe para vocês.
Como minha mãe já tem bastante prática em fazer bolos, ela não segue mais receitas na hora de cozinhar, mas fomos anotando tudo para que eu contasse pra vocês. Anotem aí os ingredientes:

- 4 ovos
- 2 xícaras de farinha de milho
- 1 xícara de leite
- 1 colher de manteiga ou margarina
- 1 xícara de farinha de trigo
- 1 xícara de açúcar
- 1 colher de fermento químico
- 1 pitada de sal
- ½ xícara de queijo minas meia cura ralado
- 200g de goiabada cortada em cubos de 1 cm

Seguindo as orientações da minha mãe, bati as claras em neve em uma tigela. Reservei. Em outra tigela bati as gemas, acrescentei o açúcar, a manteiga e a pitada de sal. Misturei bem e juntei o leite, a farinha de milho e meia xícara de queijo minas meia cura ralado. Peneire então a farinha de trigo com o fermento, mexa bem. Acrescente, mexendo delicadamente, as claras em neve.
Unte uma forma redonda de cerca de 30 cm de diâmetro com manteiga e polvilhe com açúcar. Forre o fundo com metade da massa, distribua metade dos cubos de goiabada, coloque o restante da massa, nivele com uma espátula (não faça pressão sobre a massa para não expulsar o ar) e decore com a outra metade da goiabada.
Leve ao forno pré-aquecido a 180° C por 40 minutos, ou até que fique dourado e firme. Sirva morno! O nosso ficou uma delícia. Espero que dê certo com vocês também!

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!









quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Musse de manga

Tem horas que é preciso fazer o mundo parar um pouquinho para cuidar das nossas casas: o teto sob qual vivemos e o corpo onde nosso espírito habita.
Quinta-feira é meu dia de folga do trabalho remunerado, mas prometi uma faxina aqui em casa. Estava tudo uma bagunça, bastante poeira, mas o pior mesmo era meu quarto.
Por ser professora, acabo trazendo para casa muitos deveres de alunos. Acumulei dezenas de cópias de aulas preparadas e provas utilizadas, livros que as editoras oferecem para os professores, apostilas, papeis avulsos etc. Tudo estava empilhado na minha escrivaninha. Somando a isso a bagunça que deixei acumular diariamente e pronto. A desordem estava feita!
Passei o dia organizando tudo, mais um tempo limpando o painel do carro que uso para trabalhar (como ele era o carro de trabalho do meu pai, havia poeira de cimento, tijolos e tudo o mais que pode sair de obras em todos os cantos). Ao fim me restava sentar o bumbum no sofá e apreciar uma boa comida assistindo TV. Infelizmente não é tudo tão simples assim.
Para hoje eu escolhi uma receita refrescante e fácil de preparar: musse de manga. Esta sobremesa tem apenas um ponto desagradável. O tempo que precisa ficar na geladeira!
Fui ao mercado na segunda. Já com o planejamento do que faria na semana, comprei duas mangas Palmer. Por sinal, uma variedade de manga que estava os olhos da cara, mas só tinha ela. Só tem tu, vai tu mesmo. Escolhi as mais maduras e guardei na geladeira para hoje.
Descasquei-as, cortei em cubinhos e coloquei tudo no processador, batendo até obter um purê. Na batedeira eu misturei creme de leite sem o soro com umas três colheres de sopa de açúcar. O Larousse pedia ponto de chantilly, mas como não comprei creme de leite fresco e minha batedeira é da idade da pedra, não consegui essa proeza.
Coloquei então um pacotinho de gelatina sem sabor em um copo com cinco colheres de sopa de água fria. Deixei hidratar por alguns minutinhos, coloquei no microondas por 15 segundos, misturei bem e tcharãaaa! Muito fácil de prepará-la neh?
Em uma tigela eu misturei o purê de manga com mais açúcar – senti que só três colheres de açúcar renderiam uma sobremesa bem sem graça -, a gelatina e o “chantilly” (um por vez). Tampei a tigela e, como não aguento esperar 4 horas para comer, coloquei a musse por uma hora no congelador. Após esse período, a transferi para a geladeira por mais uma hora.
Agora sim voltamos ao início: eu, sentada no sofá, assistindo TV e comendo uma taça de musse. Hummmm!

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!








terça-feira, 8 de outubro de 2013

Quindão

Algumas vezes a gente passa a vida inteira com vontade de comer alguma coisa e um dia descobre como seria fácil matar essa vontade.
Minha mãe odeia ovos, por esse motivo nunca fez quindim para a gente. Quando criança eu nem sequer sabia o que era isso. Quando eu já estava bem crescidinha, durante uma viagem à praia, vi um quindim na mesa de café da manhã e perguntei ao meu pai o que era. Com simplicidade ele me explicou que era quindim: um doce feito com gemas, açúcar e coco. Fiquei curiosa. Afinal, tanto tempo de vida, mais de 20, e eu nunca havia visto e, consequentemente, nunca havia sentido o sabor de um Quindim.
Naquele dia em questão eu peguei um daqueles doces amarelinhos e brilhantes, embrulhado em papel, coloquei na minha bandeja, junto com os tradicionais pães e leite para o café da manhã, e fui para a mesa. Comi meu primeiro quindim e o sabor que ficou na memória foi o de felicidade. Algo comparável a sensação acalentadora de tomar sol, daqueles bem brilhantes, em uma manhã de verão, à beira mar.
Após esse dia maravilhoso na cidade de São Sebastião, litoral paulista, nunca mais comi um quindim. Minha irmã mais nova também experimentou o doce na ocasião e, como eu, ela lembrou com prazer da experiência hoje, quando contei que estava preparando um Quindão.
A receita do Larousse traz orientações para o preparo do quindim e, ao final, explica como a receita pode ser adaptada a versão maior do prato. O quindim deve ser feito em pequenas formas de empada, untadas com manteiga e polvilhadas com açúcar. Já o Quindão é preparado em uma forma de 25 cm de diâmetro, também untada e polvilhada de açúcar.
Escolhi preparar o Quindão por um motivo bem simples: preguiça. Untar uma forma grande é bem mais fácil que 24 formas pequenas. E a melhor parte? Não precisarei lavar dezenas de forminhas minúsculas lebrecadas de manteiga ao final. To cansadinha hoje gente. Adoro cozinhar, mas não sou fã de lavar louça.
Para o preparo dessa receita precisei separar 11 ovos. Lavei todos e separei as gemas de nove deles. Bati com um batedor fouet por um minuto. Acrescentei os outros dois ovos inteiros e bati bem por mais 1 minuto. Os ovos vão ficar com uma textura bem cremosa e as gemas passam do tom laranja vivo para um mais opaco. Nesse ponto é que a receita começa a ganhar vida.
Meça 350 g de açúcar refinado e vá acrescentando aos poucos aos ovos batidos. Mexa bem. A massa vai ficar pesada, mas pensei em como é bom fazer exercício muscular e continuei batendo. Quem sabe, um dia, ganho músculos definidos só de bater massa?
Após juntar todo o açúcar, acrescente ½ colher de manteiga, bata bem e acrescente muito, mas muuuuuuuito coco ralado. Aí resta apenas preaquecer o forno a 220°C, colocar a massa na forma já untada e polvilhada com açúcar e levar ao forno em banho maria. Durante os primeiros 10 minutos de cozimento, mantenha o forno bem quente, mas depois reduza a 180°C por mais 40 minutos.
Lembram-se de quando eu comentava o quanto era bom sentir o aroma das receitas exalando pela cozinha? Pois é, o Quindão me deixou louca com o cheiro magnífico que tive que ficar sentindo por quase uma hora antes de poder comer.
Retirei do forno, desenformei em uma bandeja para servir e aí veio a surpresa. Apesar de estar aparentemente bem cozido olhando por cima, a parte inferior estava ainda bem mole, não ficou amarelinho e eu fiquei decepcionada. Voltei com a receita para o forno por alguns minutos, pra ver se conseguia deixá-lo mais firme. Deu certo essa parte, mas, como poderão ver pela foto, ele não ficou bonito de ver. Ainda bem que a gente sonha é de olhos fechados né? E que sonho!
Tive que experimentar quente, algo que, acho, não seja aconselhado para o estômago. Mas estava divino. Ansiosa para comer mais amanhã, com ele já geladinho.

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!