Mostrando postagens com marcador cebola. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cebola. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Frango especial

Nesses últimos dias de blog resolvi deixar de lado as receitas pré-moldadas, me libertar e buscar inspiração nas minhas lembranças, nos meus desejos e nos ingredientes que tenho disponíveis. Para hoje eu trouxe o sabor do Boeuf Bourguignon (que utiliza carne bovina, cortada em cubos grandes e cozida em um molho a base de vinho Borgonha) para o preparo do filé de frango, tão comum no nosso dia a dia.
O primeiro passo é cortar cerca de 600g de filé de frango em pequenos cubos. Temperei com alho, sal, pimenta e manjericão e salsa desidratados. Em um Wok com azeite aquecido, misturei meia colher de sobremesa de coloral (corante natural). Despejei o frango temperado, fritei e deixei cozer por alguns minutos no líquido liberado pela carne.
Enquanto o frango estava fritando, cortei duas batatas médias em rodelas e depois, cada rodela, em quatro partes triangulares. Fiz o mesmo com uma cenoura e uma cebola. Acrescentei os legumes ao frango, já frito e sequinho e deixei que também dourassem.
Em outra panela aqueci 1 ½ copo de água e dissolvi um cubo de caldo de bacon. Misturei a ele uma colher de sopa de farinha de trigo e despejei sobre o frango e legumes. Acrescentei também 1 xícara de vinho branco. Deixe cozinhar por cerca de 50 minutos, acrescentando mais água se necessário.
Ao fim desse tempo eu retirei a carne e os legumes do Wok, dispus em uma travessa para servir e deixei o caldo ferver mais alguns minutos, até reduzir. Despejei sobre o frango na travessa e servi bem quente.
O sabor desse frango, assim como o do Boeuf Bourguignon, é magnífico. Servi no almoço dessa quinta feira de temperatura amena, o que foi muito agradável para aquecer o corpo. Salpiquei salsa picada e acompanhei com crûtons.

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!








quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Torta de legumes

Criar na cozinha é, sem dúvida, a melhor parte deste projeto! Sei que o plano geral é aprender com as receitas do Larousse, mas eu não resisti. Aproveitei que tinha um pouco de massa podre pronta (sobra da Torta de fromage blanc) e parti para a libertação da mente.
Sei que alguns vão achar essa revelação cruel, mas toda vez que assisto a Fuga as Galinhas, uma animação fantástica feita com massinha de modelar, fico com vontade de comer torta. Claro que fico feliz de ver as galinhas fugindo, mas fico tentada em comer a receita que sai da máquina sem galinha mesmo, apenas com legume e molho.
Portanto, para hoje, uma receita de torta de legumes com caldo de galinha!
Para o preparo deste prato você precisará de cerca de 250g de massa podre. Reserve cerca de 50g e abra o restante para cobrir o fundo e as laterais de uma forma de fundo removível pequena.
Escolhi rechear minha torta apenas com tubérculos, isto é, raízes. Eles são ricos em carboidrato, então tome cuidado se estiver de dieta. Cortei em rodelas duas cenouras, uma batata doce pequena e quatro batatas pequenas. Usei também uma cebola cortada em rodelas. As lâminas precisam ser cortadas bem finas. Deixe todos os legumes dentro de uma bacia com água, para que não escureçam.
Em uma panela derreta meia colher de manteiga e misture uma colher rasa de farinha de trigo. Deixe cozinhar um pouco. Dissolva um cubo de caldo de galinha em 250 ml de água quente e tempere com pimenta e salsa e manjericão desidratados. Vá misturando o caldo com a farinha, com o auxílio de um batedor fouet até que comece a ferver. Deixe cozinhar um pouco e desligue o fogo.
Agora é a hora de montar a torta. Fui colocando as fatias de legumes em camadas: batata doce, batata, cenoura, cebola. Para dar um sabor especial, resolvi acrescentar também uma camada de cubinhos de queijo minas meia cura. Ao chegar ao topo da forma, acrescentei o caldo de galinha encorpado, mais cubinhos de queijo e fatias de queijo prato para fechar a torta.
Lembram que reservei um pouco de massa podre? Pois é, use-a para decorar a torta. Estique com o uso de um rolo e corte em tiras. Cruze-as sobre a torta. Passe um pouco de ovo batido e leve ao forno pré-aquecido a 200º C. Eu deixei minha torta no forno por 1 hora, mas os legumes ainda ficaram meio crespos. Aconselho que deixem por cerca de 1h30.
O sabor ficou muito agradável. O queijo colocado por cima forma uma casquinha crocante deliciosa e o caldo dá um toque especial aos legumes. Estou feliz de ter dado certo!
Como cortei uma porção de legumes maior do que cabia na torta, resolvi fritá-los e usar como acompanhante. Empanei os anéis de cebola, minha forma preferida. Vale a pena tentar. Basta bater um ovo e temperar com sal e passar a cebola. Passe-as então por trigo com pimenta. Frite em óleo bem quente até dourar.
Prato feito. Prato servido. Bon appétit!













sábado, 28 de setembro de 2013

Tian de batata e tomate à provençal

Receber visita faz bem ao ego. É bom quando aquilo que você preparou com tanto carinho desperta o paladar das pessoas e elas recebem o sabor do amor que se depositou na comida. Sei que isso virou slogan de marca de tempero pronto, mas o segredo é sempre o amor.
Ainda temos centenas de dias pela frente no blog (digo temos, pois isso engloba você que está aí acompanhando meu dia a dia na cozinha), mas estou tentando viver um dia de cada vez, uma receita por vez, um sabor único como uma experiência sem comparação. Agora eu posso dizer que senti um novo sabor na batata.
O Tian é um prato que leva ao forno, como um ensopado, alguns legumes. Nesse caso é a batata, a cebola e o tomate (que sei que é fruta, mas tornou-se comum no preparo de receitas como um legume mesmo; não há como mudar isso). Simples demais de fazer. Vale à pena arriscar, até mesmo aqueles que se consideram totalmente inexperientes nas artes culinárias.
Dezenas de batatas cortadas em fatias finas, mais algumas dezenas de tomates cortados da mesma forma e cebola. Muita cebola. Porque é bom demais. E por que não exagerar um pouco mais no último ingrediente e usar mini cebolas, dessas usadas para fazer conserva? Não resisti e incrementei meu Tian com essas delícias.
Hoje recebemos em casa alguns parentes e amigos para a comemoração oficial do aniversário da minha mãe. Ela preparou diversas carnes e ainda um delicioso feijão tropeiro. Muita linguiça e panceta fritas.  Para acompanhar eu resolvi então preparar essa receita do Larousse, classificada como nível fácil e preparo rápido.
Em uma forma grande eu fui intercalando camadas de batata, tomate, cebola, azeite, sal e pimenta. Finalizei com um cubo de caldo de galinha diluído em um copo de água quente. Sobre tudo dispus as mini cebolas e reguei com mais azeite. Levei ao forno.
O Larousse indica assar a 180° C por 35 a 40 minutos. Mas não se precipite. O meu forno é muito bom, tem uma regulagem precisa, mas mesmo assim demorou cerca de 1 hora para minha receita ficar pronta. Portanto, sinta o tempo do seu forno, teste a textura da batata quanto ao cozimento e deixe que comece a dourar. Assim ela ficará bem mais bonita e saborosa.
Como adoro agregar meu toque particular aos pratos, salpiquei sobre a minha receita, após tirar do forno, salsinha e cebolinha picadas.
Neste momento, enquanto escrevo já estudo, com uma amiga, formas de deixar essa receita ainda mais incrementada. Unir, para quem gosta, algumas azeitonas pretas. Para os que não são vegetarianos, cai muito bem um peixe ou uma porção de carne seca. Portanto, não se prendam a receita. Inovem sempre. Dê o seu toque particular. Por aqui aprovamos e muito o Tian.
Prato feito. Prato servido. Bon appétit!








domingo, 22 de setembro de 2013

Risoto à piemontesa

Um dos pratos mais simples no preparo e proporcionalmente mais caros do blog, o risoto a piemontesa é puro sabor.
Sempre fui fã de um bom risoto, mas nunca me dignei a comprar um arroz próprio para o preparo deste prato. Costumava improvisar com o arroz agulinha, esse que usamos no dia a dia da culinária nacional. Para o preparo de risotos o ideal é que se utilize o arroz arbóreo, que por conter mais amido, deixa a receita mais cremosa. O grande problema é o preço: paguei R$11,00 em 2 kg.
O primeiro passo no preparo do risoto é dourar a cebola em azeite e unir a ela o arroz, “fritando” ele por alguns minutos, até que fique brilhante. Nesse ponto, basta acrescentar o caldo de galinha. Um tablete de caldo industrializado rende 250 ml de líquido. Então, na hora de fazer seu risoto, basta calcular o dobro de volume de caldo em comparação com o de arroz.
Ao arroz deve ser acrescentado um buquê garni (salsa, louro e tomilho). O cozimento leva cerca de 20 minutos. Após esse período o arroz estará cozido e quase sem caldo. Aí é chegada a hora de retirar o buquê e acrescentar a manteiga e o parmesão ralado.
Até aqui nenhum problema, tudo muito simples e lindo. Mas eu tive que enfrentar um pequeno desafio. Como o parmesão é extremamente duro, em dez minutos de esforço não ralei nem 50 g. Fiquei frustrada e resolvi usar o processador para vencer o vilão. No entanto, meu processador não deu conta. Simplesmente travava toda vez que tentava acioná-lo. Resolvi então recorrer ao liquidificador. O barulho lembrou tiros. A muito custo, no modo pulsar, consegui triturar o queijo.
Resolvi usar também o pedacinho de queijo gruyère que tinha de outra receita. Eram cerca de 50 g, mas foi o suficiente para dar um toque bem particular à receita. Na sequencia agreguei os cubinhos de presunto e desliguei o fogo. Servi acompanhado de salsinha picada e parmesão ralado/triturado. Sabor perfeito!

Prato feito. Prato servido. Agora é hora de receber visitas em casa: pessoas amadas que vem de longe são só felicidade! Bon appétit!










quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Civet de porco ao vinho tinto

Estou falida! Sim, esta é a minha realidade no momento. Sem um tostão no bolso, eu não tive como ir ao mercado esta semana. Mas a felicidade mora na busca de ingredientes na geladeira e despensa. Na verdade, a felicidade encontra-se no encontrar!
Fui à miniadega dos meus pais e consegui localizar o último vinho tinto seco da casa. Um achado e tanto. Algo que só acontece uma vez na vida! Eu garanto.
Encontrar este vinho foi perfeito, não porque eu sentisse que precisava encher a cara, mas porque me lembrei que meu pai havia comprado bifes de pernil que estavam na promoção no início da semana. Os dois eram itens essenciais para o preparo dessa receita maravilhosa de ensopado de carne suína. Os franceses são mesmo sortudos. Julie Child tem razão. Ter comida francesa a mesa todos os dias é uma sorte e tanto!
Parti à limpeza dos meus bifes de pernil recém-descongelados. Como não almocei hoje, fiquei com água na boca lendo a receita e resolvi que precisava prepará-la o quanto antes. Sei que é meio cedo para jantar, mas eu sou gulosa mesmo. Admito sem vergonha alguma!
Neste momento a carne já está quase pronta na panela. Não sou do tipo que come enquanto cozinha, mas não resisti e belisquei. Isso foi ótimo, já que percebi que faltava ainda um pouco de sal na carne. Meu Deus... Que sabor divino! Adoro carne suína. É a minha favorita!
A receita pede também uma quantidade exorbitante de cebola: seis. As fatiei e dessa vez elas não me fizeram chorar. Recordei a piadinha de uma amiga especial. Desta vez não precisei cantar pra elas “Chorando se foi quem um dia só me fez chorar!”.
Fritei em uma caçarola elétrica o bacon, escorri e usei a gordura para fritar os bifes (a receita - vocês poderão notar - pede carne em cubos e toucinho salgado, mas na atual situação precisei improvisar). Polvilhei trigo, deixei cozinhar um pouco e temperei com sal, pimenta moída e cheiro verde picado. Acrescentei também o bacon e as cebolas.
A melhor parte é sempre quando mergulhamos tudo isso no vinho. Não sou fã da bebida, não sei bem por que, mas amo o sabor que ele é capaz de doar a carne. Especialmente o aroma que ele exala logo que o jogamos na caçarola quente. Perfeito!
O ensopado de porco (Civet de porco) deve cozinhar por 1 hora. Assim o vinho terá tempo de encorpar e a carne fica bem macia e suculenta. Mergulhei uma fatia de pão francês no molho fervente... Hummmm. Divino! Ninguém aqui em casa saboreou ainda, apenas eu. Mas se confiam na minha palavra, ficou magnífico.

Prato feito. Servido apenas para minha pessoa. Bon appétit!







quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Berinjelas à oriental

Cozinhar uma receita deve ser muito parecido com compor uma canção em que o tema é sabor e aroma!
Ao som de boas músicas, nacionais e internacionais, tenho passado meus dias na cozinha. Cozinhar para o blog tem sido uma deliciosa terapia em que se engorda a olhos vistos e não se importa com isso. Afinal, comer e bem é só o que importa.
Para o 11º dia de projeto (que coincide com o aniversário de uma grande amiga, a quem desejo uma vida doce) eu preparei um prato muito saboroso e ideal para os vegetarianos de plantão. Quem já comeu berinjela sabe que este é um legume que tanto pode tornar-se um prato magnífico, quanto uma esponja insossa. Felizmente o Larousse não me deixou na mão e eu pude apreciar uma delícia de prato.
Como hoje fui ao mercado, pude utilizar ingredientes fresquinhos. Comprei duas berinjelas grandes, alguns tomates suculentos, cebolas e diversos outros itens para o menu da semana.
As berinjelas foram então lavadas, secas e cortadas ao meio (no sentido das extremidades). Retirei a polpa, tomando cuidado para não furá-las e deixando 2 cm de borda. A polpa foi picada em cubinhos, regada com o suco de meio limão e reservada.
Aqueci uma xícara de água no forno micro-ondas e preparei o chá mate. Coloquei as uvas passas pretas de molho nele. De três tomates grandes eu preparei a polpa de tomate (retira-se a pele, as sementes, e espreme-se – usei um amassador de batatas). Passei ao corte das duas cebolas, separei uma parte do coentro que já tinha congelado, um raminho de tomilho e uma folha de louro.
Em uma panela, aqueci o azeite e refoguei a polpa das berinjelas. Acrescentei os tomates, coentro, a folha de louro e o ramo de tomilho, a cebola, sal e pimenta. Deixei cozinhar por 20 minutos.
Além do preparo da Berinjela à oriental, eu resolvi preparar o caldo de carne que precisarei utilizar no domingo. Então sempre que tinha um tempo do preparo desse prato, eu corria ao caldo para escumar, tirando a espuma que fica sobre ele. Dessa vez utilizei costelas de boi para a receita. Infelizmente ainda não estou conseguindo fazer meu caldo render tanto quanto o indicado na receita do Larousse. Estou um tanto frustrada.
Voltando ao cozido de berinjela, eu destampei a panela e acrescentei as uvas passas escorridas e o alho amassado – aprendi que posso não dourar o alho, o que costuma mudar o sabor dele. Incrível como sinto que passei anos fazendo algo de um jeito meio torto -. Deixei cozer por mais alguns minutos, retirei o louro e o tomilho e acertei o sal. Desliguei o fogo.
Finalmente restava apenas rechear as berinjelas e levar ao forno por trinta minutos. Mas, como nem tudo é perfeito no meu momento de terapia, selecionei um refratário muito pequeno e só percebi isso depois de untar com azeite. Ok... Vasilhas a mais para lavar depois. Felizmente o sabor das berinjelas compensou e muito o trabalho extra.
Como eu adoro parmesão, resolvi salpicar um pouco no meu prato e aproveitei para decorar com coentro e um tomate cereja cortado em cruz.

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!










segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Cebola recheada

Chegar em casa cansada após uma segunda de trabalho e ter todo o encanto pela cozinha... Assim são meus dias com o "500 dias com a PanEla"!
Hoje estou preparando um prato simples, mas com um ingrediente que eu adoro, apesar da péssima fama de afastar o beijo do príncipe: a cebola! Recheada com pequenos cubinhos de coxão mole (carne bovina muito saborosa, mas que tem uma espécie de capa que dá certo trabalho retirar).
Como não tive tempo de ir ao mercado hoje, fui obrigada a escolher uma receita que não exigisse ingredientes que eu não tivesse a mão. Por isso as minhas cebolas recheadas são miniaturas das que são pedidas na receita do Larousse. Pequenas, mas cheirosas como nenhuma outra. Arrancaram-me lágrimas... literalmente!
Primeiramente é preciso descascar a cebola, com muito cuidado para não feri-las com a faca. Elas devem ser divididas em duas com um corte transversal. Na sequência é preciso cozê-las por 10 minutos em água bem quente com sal. Retiradas do fogo, passe-as em água fria e reserve.
Fui então ao corte da carne, em pequenos cubinhos. A receita não pede, mas resolvi temperar levemente com algumas ervas secas e uma pitadinha de sal. Retirei os miolos da cebola, deixando apenas as três camadas exteriores. Usei metade delas picadas na mistura da carne.
Estreei minha terrina. Untada com manteiga ela serviu de base para levar ao forno minhas lindas cebolinhas recheadas com a carne.
Finalmente encontrei uma receita no Larousse que não me deixou de cabelo em pé tendo que passar horas cozendo um osso para obter um caldo. Dessa vez ele pede que se dilua o caldo de carne em cubo em 200ml de água. Caldo preparado, de forma muito simples, bastava então regar as cebolas recheadas, levá-las ao forno por meia hora, salpicar parmesão ralado e deixar gratinar por mais 10 minutinhos. Receita pronta e veio a hora de saborear. Resolvi decorar o prato com tomates cereja e um raminho do meu pé de manjericão. Deliciei-me com o presente ganhado ontem, me distraí cozinhando e não fiquei com mau hálito. O susto dado na cebola, mergulhando em água quente, deixou-a suave e com sabor mais adocicado.

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!