domingo, 13 de outubro de 2013

Salmão grelhado

Em clima de despedida do blog, resolvi fugir mais uma vez ao Larousse e sentir o preparo do prato. A gastronomia prega isso: o sentir. Receitas nem sempre são bem vindas. Isto porque, em muitos casos, elas se transformam em amarras que impedem a criatividade, o ser autoral.
Nunca tinha preparado Salmão na minha vida. Este é o meu peixe favorito, mas sempre me senti insegura demais para arriscar perder uma carne tão cara por um deslize. Em geral saboreava o salmão na culinária japonesa (que amo de paixão) e algumas vezes feito por uma irmã, assado.
Acordei logo cedo, o que é uma raridade para mim aos domingos, e fui ao mercado. O objetivo da empreitada: encontrar um salmão que não custasse os olhos da cara. Vou dar uma pausa no blog exatamente devido a problemas financeiros, então vocês devem entender meu lado neh?
No primeiro mercado eu comprei alguns itens que precisava para a salada tropical (decidi que este seria o acompanhamento do salmão) e rumei para a peixaria. Pânico, terror e aflição tomaram conta do meu ser. O quilo do peixe estava nas alturas. O filé fresco estava a R$45. Quase enfartei. Olhei com olhos de choro pra minha mãe e ela deu a ideia de ir a outro mercado. Pagamos tudo e partimos.
Chegando ao segundo mercado a surpresa maravilhosa: o peixe fresco estava, se inteiro, a R$25,00 e o filé a R$30,00. Já estava me preparando para fazer o pedido quando ouvi minha mãe me chamar lá da área de frios do mercado. Fui até ela e me deparei com uma promoção de salmão congelado.
Eu sei bem que não é a mesma coisa. O peixe fresco tem uma cor e sabor bem mais agradáveis, mas na minha atual situação financeira, delirei com o filé congelado a 18,90 o quilo. Comprei um pedaço de 1,6kg.
Voltei toda feliz para casa, com a certeza, indicada pela minha mãe linda, de que o peixe descongelaria rapidamente. E foi exatamente o que aconteceu. Já focada no preparo do meu prato de domingo, usei uma faca afiada para separar a pele da carne do salmão. Foi mais fácil do que eu imaginava. Felicidade por isso.
Assim que o peixe estava totalmente limpo, cortei fora a parte do filé que corresponde a barriga. O motivo? Esta parte é bem mais fina que o restante da peça, então, se a usasse nessa receita, teria pedaços de espessura irregular. Guardei essa parte para preparar outro dia, fatiei o restante do filé em postas de aproximadamente dois dedos e meio de largura e fui fazendo pequenos cortes rasos do lado externo e interno. Os cortes devem ser transversais e precisam se sobrepor. Juntos eles formarão pequenos losangos sobre os retângulos de salmão. Eles servem tanto para que o tempero entre com maior facilidade na carne, quanto para produzir um desenho interessante na carne grelhada. Reservei.
Em uma bacia larga eu misturei 200ml de vinho branco, o suco de dois limões pequenos, 1 colher chá de sal, 1 colher de sopa de alecrim e pimenta do reino moída. Mergulhei as tiras de salmão no tempero e deixei marinar por 1 hora.
Reguei um grill elétrico, em temperatura média, com um fio de azeite e dispus o salmão, com uma das partes com cortes para baixo. Reguei com um pouco do tempero e deixei que dourasse. Após alguns minutos virei, reguei com um pouco mais de vinho e deixei dourar.
Servi bem quente acompanhado da salada tropical que fiz com a ajuda da minha mãe: pepino, manga, batata, cenoura e maçã cortados em tiras e tomates cereja e uvas cortados ao meio. As batatas e as cenouras devem ser cozidas. Tempere com uma pitada de sal e salsinha picada.
De primeira eu senti que o salmão não estava com um sabor muito agradável e fiquei desejando que estivesse cru, em um sushi. No entanto, na segunda garfada, percebi o que estava dando um tom amargo ao peixe: uma pequenina camada que fica sob a pele e tem um tom mais escuro que o restante da carne do salmão. Separei essa parte do peixe e lá estava o sabor que tanto aprecio. Magnífico! Agora já sei que devo dedicar mais atenção a essa parte do salmão.
Prato feito. Prato servido. Bon appétit!














sábado, 12 de outubro de 2013

Pizza de brócolis e couve-flor com molho de queijo


Passar mal a noite inteira não faz a gente ter muito pique de cozinhar, especialmente quando ver a comida aumenta ainda mais a ânsia. Mas ok. Hoje estamos na contagem regressiva para aquela pausa no blog que contei no último post. Isso está me magoando, mas é necessário.
Desculpem começar o texto falando de doença, mas não tinha como evitar, já que a escolhe do prato de hoje foi motivada por esse fato. Como não estou em condições de ir ao mercado, optei por fazer uma receita bem simples de massa de pizza que tem no livro de culinária da minha mãe que mais gosto. Essa massa é super fácil e não precisa descansar. Isso é perfeito, já que não tinha tempo para uma massa mais elaborada.
Em uma tigela peneire a farinha de trigo com sal e fermento químico em pó. Sim, é o químico mesmo, eu não escrevi errado. Aquele fermento próprio para massas de bolo. E aí está o segredo dessa massa. Se usasse fermento biológico, precisaria ficar horas descansando e dependeria de um clima quente.
Fiz uma abertura no centro da farinha e coloquei o leite e o óleo. Aí então basta misturar tudo com as mãos e formar uma bola com a massa. Vocês verão aí que a receita original indica que se abra a massa com um rolo e depois coloque na forma, mas como já a fiz diversas vezes, descobri que é bem mais prático untar a forma com óleo e já modelar a massa, com as mãos, dentro dela mesmo.
Com a massa pronta e disposta na forma, parti ao preparo da cobertura. Em uma olhada na geladeira, encontrei couve-flor, brócolis, queijo mussarela, requeijão e queijo gruyère. Com tudo isso em mãos, parti para o fogão. Em uma panela eu fervi água e coloquei alguns pedaços de brócolis e couve-flor para cozer, com sal. Em outra panela eu coloquei um pouco de manteiga, misturei com farinha de trigo e fui dando sequencia ao preparo do molho bechamel, com o qual já trabalhamos diversas vezes. Com o molho pronto e temperado com pimenta do reino, noz moscada e sal, fui acrescentando os queijos: 2 colheres de requeijão cremoso, 50g de queijo gruyère em cubos, 50g de mussarela em cubos. Mexa bem enquanto vai acrescentando para que fiquem bem diluídos no molho branco.
Em uma frigideira derreti uma colher de manteiga e dourei cinco cogumelos champignon fatiados.  Reservei.
Agora bastava montar a pizza: coloquei metade do molho sobre a massa, com exceção das bordas, cobri com o brócolis, a couve-flor e os cogumelos e na sequencia o restante do molho. Como acabamento, polvilhei um pouco dos dois queijos ralados e orégano seco esmagado entre as mãos.
Levei ao forno pré-aquecido a 200°C por 25 minutos e prontinho: uma pizza quentinha e saborosa, da qual eu comi apenas uma fatia que espero que pare no meu estômago.
Prato feito. Prato servido. Bon appétit!










sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Bolo de Fubá “Romeu e Julieta”

Sabe aquele momento em que tudo o que você mais queria era passar dias no interior, deitar na rede ou simplesmente esticar o corpo em uma cadeira e ficar olhando a vida passar na rua? Sabe aquele momento em que você deseja não ter que pensar? Deseja que simplesmente o tempo pare, que nenhuma flor murche, que não seja preciso decidir, escolher, repartir-se, zangar-se, chorar, se frustrar e magoar? Desejaria que quando viesse a vontade de gritar, não sentisse que tem uma mordaça na boca a lhe impedir, uma pedra que impede a passagem, um alguém que não acredita em você, um pedaço de papel que dizem ter valor e que você não possue...? Você já sentiu??? Já sentiu alguma coisa?...
Hoje estou assim... Meio quebrada.
O blog, uma das poucas coisas que tenho no momento, uma das poucas coisas que me servem de apoio aos meus traumas, às minhas insatisfações, à minha frustração em não praticar o jornalismo (a minha única certeza na vida), está desaparecendo, escorrendo pelas minhas mãos, sem que a minha meta com o projeto se cumpra. O motivo? Dinheiro!
Pois é. A vida é feita de escolhas meus caros e a minha, nesse momento, é manter a minha família unida ou meu ego inflado. Vou escolher a família. Resolvi manter o blog somente até o dia 20, quando ele completa 50 dias no ar. Uma vida curta: apenas 10% de sua expectativa. Mas ao menos terei a certeza de ter vivido a meia centena mais feliz desses meus 24 anos.
Odeio sentir que, mais uma vez, parei no meio algo que me propus a fazer, mas sei que é por uma boa causa.
Resolvi contar hoje, já adiantando o fato, para que vocês entendam meu lado. O lado bom é o mesmo que estava me causando tristeza há alguns dias: não são muitos os que visitam este blog. Ao menos essa decisão não afetará muitos. Então, as 23h59m do dia 20 irei parar o cronômetro do blog. Uma pausa, já que eu torço para conseguir voltar a praticar a arte da culinária e voltar a atualizar este blog.
Escolhi para hoje, em clima de despedida, a receita de bolo de fubá que minha mãe costuma fazer pra gente aqui em casa. Nunca tinha a feito antes, nem sequer sabia como minha mãe fazia, mas pedi orientações e trouxe para vocês.
Como minha mãe já tem bastante prática em fazer bolos, ela não segue mais receitas na hora de cozinhar, mas fomos anotando tudo para que eu contasse pra vocês. Anotem aí os ingredientes:

- 4 ovos
- 2 xícaras de farinha de milho
- 1 xícara de leite
- 1 colher de manteiga ou margarina
- 1 xícara de farinha de trigo
- 1 xícara de açúcar
- 1 colher de fermento químico
- 1 pitada de sal
- ½ xícara de queijo minas meia cura ralado
- 200g de goiabada cortada em cubos de 1 cm

Seguindo as orientações da minha mãe, bati as claras em neve em uma tigela. Reservei. Em outra tigela bati as gemas, acrescentei o açúcar, a manteiga e a pitada de sal. Misturei bem e juntei o leite, a farinha de milho e meia xícara de queijo minas meia cura ralado. Peneire então a farinha de trigo com o fermento, mexa bem. Acrescente, mexendo delicadamente, as claras em neve.
Unte uma forma redonda de cerca de 30 cm de diâmetro com manteiga e polvilhe com açúcar. Forre o fundo com metade da massa, distribua metade dos cubos de goiabada, coloque o restante da massa, nivele com uma espátula (não faça pressão sobre a massa para não expulsar o ar) e decore com a outra metade da goiabada.
Leve ao forno pré-aquecido a 180° C por 40 minutos, ou até que fique dourado e firme. Sirva morno! O nosso ficou uma delícia. Espero que dê certo com vocês também!

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!









quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Musse de manga

Tem horas que é preciso fazer o mundo parar um pouquinho para cuidar das nossas casas: o teto sob qual vivemos e o corpo onde nosso espírito habita.
Quinta-feira é meu dia de folga do trabalho remunerado, mas prometi uma faxina aqui em casa. Estava tudo uma bagunça, bastante poeira, mas o pior mesmo era meu quarto.
Por ser professora, acabo trazendo para casa muitos deveres de alunos. Acumulei dezenas de cópias de aulas preparadas e provas utilizadas, livros que as editoras oferecem para os professores, apostilas, papeis avulsos etc. Tudo estava empilhado na minha escrivaninha. Somando a isso a bagunça que deixei acumular diariamente e pronto. A desordem estava feita!
Passei o dia organizando tudo, mais um tempo limpando o painel do carro que uso para trabalhar (como ele era o carro de trabalho do meu pai, havia poeira de cimento, tijolos e tudo o mais que pode sair de obras em todos os cantos). Ao fim me restava sentar o bumbum no sofá e apreciar uma boa comida assistindo TV. Infelizmente não é tudo tão simples assim.
Para hoje eu escolhi uma receita refrescante e fácil de preparar: musse de manga. Esta sobremesa tem apenas um ponto desagradável. O tempo que precisa ficar na geladeira!
Fui ao mercado na segunda. Já com o planejamento do que faria na semana, comprei duas mangas Palmer. Por sinal, uma variedade de manga que estava os olhos da cara, mas só tinha ela. Só tem tu, vai tu mesmo. Escolhi as mais maduras e guardei na geladeira para hoje.
Descasquei-as, cortei em cubinhos e coloquei tudo no processador, batendo até obter um purê. Na batedeira eu misturei creme de leite sem o soro com umas três colheres de sopa de açúcar. O Larousse pedia ponto de chantilly, mas como não comprei creme de leite fresco e minha batedeira é da idade da pedra, não consegui essa proeza.
Coloquei então um pacotinho de gelatina sem sabor em um copo com cinco colheres de sopa de água fria. Deixei hidratar por alguns minutinhos, coloquei no microondas por 15 segundos, misturei bem e tcharãaaa! Muito fácil de prepará-la neh?
Em uma tigela eu misturei o purê de manga com mais açúcar – senti que só três colheres de açúcar renderiam uma sobremesa bem sem graça -, a gelatina e o “chantilly” (um por vez). Tampei a tigela e, como não aguento esperar 4 horas para comer, coloquei a musse por uma hora no congelador. Após esse período, a transferi para a geladeira por mais uma hora.
Agora sim voltamos ao início: eu, sentada no sofá, assistindo TV e comendo uma taça de musse. Hummmm!

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!








quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Pão doce

Em geral, fazer massas é complicado. Seja de pasta, pizza, tortas, petiscos ou pães. Elas costumam ser temperamentais e exigem muito tempo de dedicação. Outro fator, ainda mais complexo, não depende do cozinheiro: o clima.
Estou me prometendo fazer pães há algumas semanas. Porém, com o clima instável dos últimos meses, aqui no interior de São Paulo, ficou difícil cumprir essa meta. Apesar de já estarmos na primavera, estação que promete um clima mais quente, o que temos vivenciado são os ventos gelados, típicos do inverno.
Hoje, para alegria geral, amanheceu mais quentinho, então resolvi arriscar e fazer a massa de Pão doce do Larousse. Para isso eu peneirei 500 g de farinha de trigo sobre a minha mesa de pedra. Misturei a ela um sache de fermento biológico seco. Fazendo uma cova no centro da mistura, acrescentei a manteiga, o açúcar e a pitada de sal. Misturei todos os ingredientes e acrescentei o leite morno.
O meu grande problema em cozinhar logo que eu acordo é que nesse período do dia costumo estar um tanto quanto distraída. Com isso me esqueci, completamente, de tirar fotos dessa etapa de preparo da massa.
Ao reunir todos os ingredientes, finalmente veremos a massa tomar forma. Aí basta formar uma bola, colocá-la em local de temperatura mais elevada, cobrir com um pano grosso e esperar algumas horas para que ela fermente e aumente o volume.
Como dou aulas a tarde, minha massa ficou descansando por aproximadamente 5 horas. No entanto, o Larousse indica 12 horas de fermentação. Acho isso impossível na situação de correria em que vivemos e, já que as noites por aqui tem sido frias, de nada iria ajudar deixá-la mais tempo descansando.
Cobri o fundo de duas formas com papel antiaderente e comecei a modelar os pães. Basta pegar uma porção de massa, esticar um pouco com os dedos e enrolar, dando a forma de pães de padaria. Quando estiverem todos dispostos na forma, use uma faca para fazer um corte na parte de cima do pão. Eles não devem ser muito profundos.  Na sequência eu passei um pouco de ovo batido sobre eles, para que ficassem bem douradinhos.
Com o forno pré-aquecido a 220°C, coloquei os pães para assar. Apesar de a indicação ser de 45 minutos para isso, a minha receita ficou pronta em 30 minutos.
Os pãezinhos saíram do forno bem coradinhos, crocantes por fora e bem macios por dentro.  Dobraram de volume em relação à massa. Não achei que fossem ficar tão gostosos, já que a receita é bem simples, mas me surpreenderam.  Vale a pena fazer. Pena que é preciso começar o preparo com tanta antecedência ou então meus cafés da tarde teriam muito mais sabor.
Prato feito. Prato servido. Bon appétit!









terça-feira, 8 de outubro de 2013

Quindão

Algumas vezes a gente passa a vida inteira com vontade de comer alguma coisa e um dia descobre como seria fácil matar essa vontade.
Minha mãe odeia ovos, por esse motivo nunca fez quindim para a gente. Quando criança eu nem sequer sabia o que era isso. Quando eu já estava bem crescidinha, durante uma viagem à praia, vi um quindim na mesa de café da manhã e perguntei ao meu pai o que era. Com simplicidade ele me explicou que era quindim: um doce feito com gemas, açúcar e coco. Fiquei curiosa. Afinal, tanto tempo de vida, mais de 20, e eu nunca havia visto e, consequentemente, nunca havia sentido o sabor de um Quindim.
Naquele dia em questão eu peguei um daqueles doces amarelinhos e brilhantes, embrulhado em papel, coloquei na minha bandeja, junto com os tradicionais pães e leite para o café da manhã, e fui para a mesa. Comi meu primeiro quindim e o sabor que ficou na memória foi o de felicidade. Algo comparável a sensação acalentadora de tomar sol, daqueles bem brilhantes, em uma manhã de verão, à beira mar.
Após esse dia maravilhoso na cidade de São Sebastião, litoral paulista, nunca mais comi um quindim. Minha irmã mais nova também experimentou o doce na ocasião e, como eu, ela lembrou com prazer da experiência hoje, quando contei que estava preparando um Quindão.
A receita do Larousse traz orientações para o preparo do quindim e, ao final, explica como a receita pode ser adaptada a versão maior do prato. O quindim deve ser feito em pequenas formas de empada, untadas com manteiga e polvilhadas com açúcar. Já o Quindão é preparado em uma forma de 25 cm de diâmetro, também untada e polvilhada de açúcar.
Escolhi preparar o Quindão por um motivo bem simples: preguiça. Untar uma forma grande é bem mais fácil que 24 formas pequenas. E a melhor parte? Não precisarei lavar dezenas de forminhas minúsculas lebrecadas de manteiga ao final. To cansadinha hoje gente. Adoro cozinhar, mas não sou fã de lavar louça.
Para o preparo dessa receita precisei separar 11 ovos. Lavei todos e separei as gemas de nove deles. Bati com um batedor fouet por um minuto. Acrescentei os outros dois ovos inteiros e bati bem por mais 1 minuto. Os ovos vão ficar com uma textura bem cremosa e as gemas passam do tom laranja vivo para um mais opaco. Nesse ponto é que a receita começa a ganhar vida.
Meça 350 g de açúcar refinado e vá acrescentando aos poucos aos ovos batidos. Mexa bem. A massa vai ficar pesada, mas pensei em como é bom fazer exercício muscular e continuei batendo. Quem sabe, um dia, ganho músculos definidos só de bater massa?
Após juntar todo o açúcar, acrescente ½ colher de manteiga, bata bem e acrescente muito, mas muuuuuuuito coco ralado. Aí resta apenas preaquecer o forno a 220°C, colocar a massa na forma já untada e polvilhada com açúcar e levar ao forno em banho maria. Durante os primeiros 10 minutos de cozimento, mantenha o forno bem quente, mas depois reduza a 180°C por mais 40 minutos.
Lembram-se de quando eu comentava o quanto era bom sentir o aroma das receitas exalando pela cozinha? Pois é, o Quindão me deixou louca com o cheiro magnífico que tive que ficar sentindo por quase uma hora antes de poder comer.
Retirei do forno, desenformei em uma bandeja para servir e aí veio a surpresa. Apesar de estar aparentemente bem cozido olhando por cima, a parte inferior estava ainda bem mole, não ficou amarelinho e eu fiquei decepcionada. Voltei com a receita para o forno por alguns minutos, pra ver se conseguia deixá-lo mais firme. Deu certo essa parte, mas, como poderão ver pela foto, ele não ficou bonito de ver. Ainda bem que a gente sonha é de olhos fechados né? E que sonho!
Tive que experimentar quente, algo que, acho, não seja aconselhado para o estômago. Mas estava divino. Ansiosa para comer mais amanhã, com ele já geladinho.

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!
 









segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Croque-mounsieur ou Croque-madame

Às vezes a comida mais simples pode ganhar um toque de chefe que a torne única, saborosíssima e incrivelmente especial. Um simples misto quente pode ainda, com um nome francês passar-se por uma obra de arte.
Hoje, pensando em mil coisas durante o trabalho, preparando meus alunos para a prova do Saresp, me descabelando em decisões pessoais, ficando chateada pelo meu rosto empipocado por uma reação alérgica... Estava simplesmente louca para chegar a minha casa, acender o fogo sob a panela e apreciar uma receita bem apetitosa.
Decidi preparar para a receita número 37 do blog um lanche muito especial do Larousse. O croque-mounsieur consiste em um misto quente preparado com presunto e queijo gruyère. No livro existe a opção de acrescentar ovo cozido no prato ao lanche, o que modifica o nome do prato: croque-madame. Esta é uma receita tradicional na França.
Para fazer dois sanduíches é preciso passar um pouco de manteiga em quatro fatias de pão de forma. Eu escolhi fazer meus mistos com pão integral. Coloque uma fatia de presunto sobre o pão e uma fatia de queijo gruyère. Em uma frigideira aquecida com manteiga, bastante manteiga, coloque o pão já com o recheio. Com o fogo brando, deixe-o dourar de um lado. Use duas espátulas para virá-lo e acrescente mais manteiga, para dourar do outro lado. Mantenha os mistos aquecidos.
Em dois refratários individuais coloque um pouco de manteiga, aqueça no microondas e quebre um ovo em cada cumbuca. Leve ao forno pré-aquecido a 180° C por alguns minutos. O livro indica usar a gema mole, mas eu não gosto, por questões de higiene. Então deixei meus ovos no forno até que estivessem bem cozidos.
Com o auxílio de uma faca, vá soltando os ovos das bordas do refratário. Ele deve ser retirado inteiro. Coloque então sobre os mistos. Eu optei por acompanhar meu croque-madame com salada de alface tomates. Minha irmã não é fã de salada, então comeu puro mesmo.  Acompanhamos também com molho mostarda e catchup.
Tanta manteiga conferiu ao misto crocância e sabor únicos, mas o coração, como diz Julie Child, quase parou. É simplesmente delicioso.
Prato feito. Prato servido. Bon appétit!