domingo, 8 de setembro de 2013

Molho à bolonhesa

Almoço de domingo, em geral, tem um quê de especial, mas com o desenvolvimento do projeto 500 dias com a panela, eles ficaram ainda mais brilhantes.
Neste domingo lindo de sol tive a belíssima companhia de visitantes mais que especiais. Três grandes amigos vieram prestigiar o início da segunda semana de blog. Fiquei super feliz, mas também muito nervosa. Comecei a cozinhar as 9h30 e tudo só ficou pronto as 13h00. Todos ficaram morrendo de fome, mas valeu a pena, já que quem sente fome não reclama de comida ruim... Não é mesmo?
Escolhi como receita para esse dia marcante o Molho à bolonhesa. Um molho que é proporcionalmente saboroso ao trabalho que dá em sua produção. Tomates precisaram ser descascados (pedia-se para escaldar, mas eu sinto que demora muito mais para fazer todo o processo do que para pegar uma faca e extrair a pele deles) e as sementes retiradas (uso a técnica de cortar o fundo em cruz e espremer), carne limpa e triturada, cebolas cortadas (com a prática vem a perfeição – estou tão rápida quanto a Julie Child), enfim... um processo trabalhoso, mas que valeu a pena pelo aroma e sabor.
Minha amiga até perguntou o que dava aquele toque especial ao molho, um sabor que ela achou diferente. O segredo: vinho branco seco!
Como em todas as outras receitas, o Larousse pedia ervas frescas para o preparo desta receita, mas como tive que congelar a salsinha e o salsão, consegui utilizá-los hoje. Porém, como já havia dito anteriormente, não consegui achar o tomilho fresco na minha cidade, então recorri a um sachê feito com tecido, no qual coloquei o tomilho e o alecrim (Precisa desenhar? Veja na foto abaixo e entenda o processo).
Agora imaginem minha felicidade quando fui receber meus convidados no portão e recebi de presente uma cesta linda com vasinho de temperos (tomilho, manjericão, orégano e hortelã)? Fiquei com um sorriso de orelha e orelha e passei a tarde toda agradecendo. Agora eles irão me ajudar muito no projeto.
Enquanto preparava o molho (ele fica 1h cozinhando em fogo brando, já temperado com o caldo de carne caseiro que fiz na semana passada e congelei), cozinhei a massa do talharim (a que preparei ontem e está postada aqui no blog). Esta me deu um trabalho dos gigantes. Uma tira grudou na outra durante o cozimento, apesar de ter colocado óleo na água. Passei horas desgrudando umas das outras.
Passada essa fase medonha - durante a qual eu entrei em pânico achando que ia servir uma comida horrível para meus amigos, deixei minha mãe de cabelo em pé e com dor nos ouvidos -, me empenhei no preparo de uma sobremesa para completar o cardápio: papelotes de laranja. Esta experiência culinária eu contarei em outra ocasião.
Servi a pasta e o molho separados. Unidos somente no prato ficam com aparência bem melhor. O pulo do gato: misturei manteiga no macarrão, para deixá-lo brilhante e soltinho. Já nos pratos, sobrepus o molho com parmesão ralado na hora – perdi a chance de estrear o manjericão...
O melhor do dia foi ver meus convidados saboreando o prato, elogiando e repetindo. Senti que podia relaxar e comi um pouco também. Aprovei. Só não consegui comer toda a porção que coloquei no prato porque tenho um pequeno problema em cozinhar: sinto-me cheia só de ver tanta comida!
Resultado do domingo: horas papeando com os amigos que não via há um tempo e felicidade pelo andamento do projeto.

Prato feito. Prato servido. Bon appétit!












2 comentários:

  1. Jéssica!! Que delícia seu blog!!
    Posso te dar uma dica? Entra em contato com a Larousse. Vocês está fazendo propaganda de graça e eles não se importam de incentivar esses blogs!
    Beijão e sucesso!!

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    1. Obrigada pelo carinho. Seguirei a dica! Abraço.

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